Animais de estimação

Número de municípios que recorrem a apoios à esterilização dispara em agosto

A lei que proíbe o abate de animais saudáveis nos centros de recolha oficiais (CRO) está a fazer disparar os pedidos de apoio à esterilização como forma de controlar o número de animais errantes. A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) anunciou hoje que foram mais de 130 os municípios que se candidataram à campanha de apoio à esterilização de animais de companhia durante o mês de agosto, mais do que em todo o ano passado.

No valor total de 287 225 euros, esta campanha já pagou 270 mil euros às candidaturas de 136 municípios que pediram apoios para a esterilização de cães e gatos, de acordo com dados cedidos pela DGAV à agência Lusa. O valor é ligeiramente superior ao de 2018, que rondava os mais de 250 mil euros.

As candidaturas preveem o registo mínimo obrigatório de 25 esterilizações nos CRO municipais ou intermunicipais, sendo que cada autarquia pode beneficiar de até 15 mil euros de apoio à esterilização e cada entidade gestora de CRO intermunicipais pode receber até 30 mil euros.

O apoio é prestado através de quantias fixas por cada esterilização, no valor de 15 euros para gatos, 35 euros para gatas, 30 euros para cães e 55 euros para cadelas.

Segundo a DGAV, “a administração central tem apoiado financeiramente as autarquias na remodelação e construção de novos CRO, na construção de salas de esterilização e na realização de campanhas de esterilização”. Estas últimas têm recebido um financiamento na ordem dos 500 mil euros por ano, valor que este ano foi aumentado em mais 50 mil euros até novembro por aprovação do Governo.

Outro ponto importante salientado pela entidade é o seu envolvimento num grupo de trabalho, em conjunto com a Direção-Geral da Educação (DGE), que visa introduzir matérias relacionadas com a detenção responsável e com o bem-estar animal nos currículos escolares, para crianças desde o pré-escolar ao ensino secundário.

Esta medida vai ao encontro do que tem sido defendido por Ricardo Lobo, médico veterinário e membro da direção da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM), que salientou que é necessário sensibilizar a população para os cuidados a ter com os animais de estimação.