A APIFVET anunciou a nova Direção para o biénio 2026–2028, que será presidida por Rita Horta Devesa, da MSD Animal Health. Segundo a associação, é a primeira vez que uma mulher assume a presidência da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica de Medicamentos Veterinários.
De acordo com o comunicado de imprensa, a nova Direção integra representantes de empresas de diferentes dimensões e áreas de especialização, incluindo MSD Animal Health, Zoetis, Elanco, Calier e Boehringer Ingelheim. Para a associação, esta composição reflete a pluralidade do setor e uma visão comum para o futuro da medicina veterinária em Portugal.
Para Rita Horta Devesa, “esta diversidade traduz-se numa abordagem mais abrangente aos desafios do setor, com impacto direto na saúde e bem-estar animal, na segurança alimentar e na promoção do conceito One Health, que reconhece a interligação entre a saúde humana, animal e ambiental”.
A APIFVET enquadra o novo mandato num contexto internacional marcado pelo aumento do risco de zoonoses e por desafios associados às alterações climáticas, à mobilidade global e à segurança alimentar. A associação sublinha que a indústria farmacêutica veterinária tem um papel na prevenção e controlo sanitário, nomeadamente através da vacinação animal, da vigilância epidemiológica e do investimento em investigação científica e inovação biotecnológica.
Entre os exemplos referidos pela associação estão a erradicação da raiva em vários países europeus, o controlo da gripe aviária através de programas de monitorização sanitária e a redução da resistência antimicrobiana através do uso responsável de antibióticos veterinários. A APIFVET considera que estes fatores evidenciam a relevância estratégica do setor para a saúde pública e para a sustentabilidade dos sistemas alimentares.
A associação refere ainda que as suas empresas associadas desenvolvem soluções destinadas à prevenção, diagnóstico precoce e monitorização de doenças com potencial impacto na saúde humana e animal. Segundo a APIFVET, este trabalho contribui para sistemas alimentares mais seguros, uma produção pecuária mais sustentável, melhores padrões de bem-estar animal e maior proteção das famílias portuguesas e dos seus animais de companhia.
Para o próximo biénio, a APIFVET pretende reforçar o seu papel institucional e a sua visibilidade enquanto interlocutor junto de decisores políticos, parceiros setoriais, comunidade científica e sociedade civil. A associação quer também promover o reconhecimento do valor estratégico da saúde animal para a economia, a saúde pública e a sustentabilidade.
Este posicionamento será acompanhado pela ligação da APIFVET a redes internacionais do setor, nomeadamente através da participação na AnimalHealthEurope, com o objetivo de acompanhar orientações e boas práticas europeias e contribuir para a sua adaptação e implementação em Portugal.
“Este é um momento de continuidade, mas também de ambição. Queremos afirmar a APIFVET como uma voz ainda mais ativa e influente, capaz de contribuir para um futuro mais sustentável e resiliente, onde a saúde animal, humana e ambiental caminham lado a lado”, afirma Rita Horta Devesa.

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