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Estudo aponta acumulação de lípidos como possível fator de risco para doença renal crónica em gatos

Estudo aponta acumulação de lípidos como possível fator de risco para doença renal crónica em gatos iStock

Uma investigação conduzida pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, sugere que a acumulação de lípidos nos rins pode ajudar a explicar a maior suscetibilidade dos gatos à doença renal crónica, em comparação com outras espécies.

O estudo, publicado na revista Frontiers of Veterinary Science, analisou a presença de gotículas lipídicas intracitoplasmáticas em células epiteliais do túbulo contorcido proximal.

 

Os investigadores observaram níveis consistentemente mais elevados de lípidos em gatos de companhia e selvagens do que em cães, identificando ainda a presença de “lípidos novos”, incluindo ácidos gordos e compostos com ligações químicas pouco descritas noutros mamíferos.

Segundo a equipa, estes padrões foram apenas ocasionalmente observados em gatos selvagens e não foram detetados em cães, o que poderá indicar um sinal de stress renal associado à acumulação destas substâncias.

 

Para Rebecca Brociek, coautora do estudo, “a razão pela qual estes tipos de gorduras invulgares se acumulam nos rins dos gatos de companhia, mesmo desde tenra idade, pode oferecer uma pista importante para perceber por que motivo os gatos domésticos são particularmente propensos à doença renal crónica”.

Os investigadores defendem a necessidade de estudos adicionais para determinar se os lípidos identificados na urina felina correspondem aos observados no tecido renal, o que poderá contribuir para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico precoce.

 

 

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