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Antibióticos usados em 18% dos casos de otite externa canina aguda analisados em estudo nórdico

Estudo nórdico conclui que maioria dos casos de otite externa canina aguda foi tratada sem antibióticos iStock

Um estudo realizado na Finlândia, Noruega e Suécia concluiu que a maioria dos casos de otite externa canina aguda analisados foi tratada com glucocorticoides e produtos de limpeza auricular, sem recurso a antibióticos.

A investigação incluiu 1060 cães com otite aguda com duração igual ou inferior a quatro semanas e registou uma utilização global de antibióticos em 18% dos casos, com diferenças relevantes entre países.

 

O estudo foi transversal, multicêntrico e baseado num inquérito de prevalência pontual realizado junto de médicos veterinários suecos, finlandeses e noruegueses pertencentes a um grupo empresarial, durante a primavera de 2024. Cada clínica foi convidada a incluir os primeiros 20 casos consecutivos de otite externa aguda e a registar informação sobre diagnóstico e tratamento.

No conjunto dos casos analisados, os médicos veterinários utilizaram antibióticos em 190 dos 1060 cães. A utilização foi predominantemente tópica, tendo o uso sistémico sido reportado apenas em seis casos.

 

Segundo a investigação, a utilização de antibióticos variou entre países. Na Noruega foi registada em 28% dos casos e na Finlândia em 29%, enquanto na Suécia se situou em 2%.

Os resultados indicaram que o tratamento com antibióticos esteve mais associado às descobertas citológicas, em particular à presença de neutrófilos e bacilos, do que à apresentação clínica. Em termos gerais, os glucocorticoides foram utilizados em 94% dos casos e os produtos de limpeza auricular em 89%, com algumas diferenças entre países.

 

As clínicas veterinárias suecas destacaram-se pelo uso particularmente baixo de antibióticos. Segundo os investigadores, “os nossos resultados fornecem informação valiosa sobre a utilização de antibióticos na otite externa aguda em três países nórdicos, inspirando futuras iniciativas para o uso racional de antibióticos”.

De acordo com o estudo, entre as raças mais predispostas à otite externa canina aguda encontram-se Beagle, Basset Hound, Golden Retriever e Labradoodle.

 

A análise sublinha ainda que, ao reduzir a inflamação, pode ser possível controlar a proliferação de microrganismos sem recorrer necessariamente a medicamentos óticos combinados que contenham antifúngicos e antibióticos. Esta abordagem é apresentada como uma forma de evitar utilizações desnecessárias e contribuir para a prevenção de futuras resistências farmacológicas.

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