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Animais de Companhia

O papel dos nutracêuticos e da canábis medicinal para controlo da dor crónica

O papel dos nutracêuticos e da canábis medicinal para controlo da dor crónica Direitos Reservados

Com 26 anos de experiência e de prática clínica, a médica veterinária Karla Pinto começou a procurar alternativas para tratar a dor dos animais de companhia. É com essa preocupação que começamos o novo episódio do podcast Veterinária Atual. Na tentativa de oferecer mais para garantir o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida, começou a estudar acupuntura veterinária e, mais tarde, o sistema endocanabinoide. “Foi algo natural, mas também gosto muito de farmacologia, e a minha abordagem é multimodal, inclui um tratamento convencional alargado e terapias manuais na área da reabilitação.”

Os animais não verbalizam, o que torna muito difícil identificar a dor crónica. “Temos de estar atentos a sinais subtis, que podem passar despercebidos”, afirma. Os gatos escondem a dor, e são ainda mais desafiantes. “Existem vários tipos de dor crónica e vários tipos de fases da doença.”

 

Nesta conversa destacamos o papel dos nutracêuticos e da canábis medicinal no controlo da dor crónica e as dúvidas dos médicos veterinários relativamente a substâncias ditas naturais. “O sistema endocanabinoide foi descoberto nos anos 90 e quando está desregulado pode provocar dor crónica.” O estilo de vida também conta, como a alimentação, o exercício físico e os canabinoides, que atuam nesse sistema, explicou Karla Pinto.

A regulamentação de canábis medicinal veterinária tem diferenças entre Portugal e o Brasil, como destaca a doutoranda em Ciências Veterinárias. É preciso mais formação e investigação nesta área. “Há um potencial brutal que deve ser aproveitado.” Beatriz Mendes, médica veterinária da Kimipharma, concorda com esta opinião, e falou da aposta da empresa em dar mais ferramentas aos médicos veterinários para controlar a dor crónica e para a melhoria do bem-estar animal. “Não diria que falta investimento, mas interesse em investigar, e a nível de regulamentação, estamos ainda numa zona cinzenta”, defende.

 

Pode ouvir o episódio aqui.

 

 

 

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