Um estudo realizado em Portugal concluiu que clínicas veterinárias com áreas ou horários exclusivos para gatos apresentam melhores resultados em indicadores de bem-estar felino, maneio clínico, orientação dada aos tutores e satisfação dos clientes.
A investigação comparou unidades com e sem separação dedicada a felinos na área metropolitana de Lisboa.
O estudo foi realizado através de questionário em oito clínicas veterinárias. No total, participaram 204 tutores de gatos, que responderam a um inquérito com 37 perguntas sobre a experiência na clínica, stress dos animais, informação recebida pelos tutores e qualidade do serviço.
Os participantes foram divididos em dois grupos: tutores acompanhados em clínicas com áreas ou horários separados para gatos, num total de 96 respostas, e tutores de clínicas sem essa separação, com 108 respostas.
Segundo os dados recolhidos, os tutores de clínicas sem horários ou áreas exclusivas para gatos reportaram maior dificuldade em retirar os animais das transportadoras e em administrar medicamentos em casa. Nestes contextos, os gatos foram também sujeitos com maior frequência a contenção pelo pescoço, em 18,4% dos casos, face a 7,4% nas clínicas com separação para felinos.
A sedação foi igualmente mais frequente nas clínicas sem separação dedicada a gatos, sendo reportada em 10,3% dos casos, contra 2,5% nas clínicas com áreas ou horários exclusivos. A presença de outras espécies foi associada a maior stress percebido pelos tutores.
O estudo mostra também que, nas clínicas sem áreas ou horários exclusivos para gatos, os tutores receberam menos informação sobre doenças virais felinas, prevenção de pulgas e desparasitação. A satisfação com a equipa e com os médicos veterinários foi também superior no grupo de clínicas com áreas ou horários exclusivos para felinos.
De acordo com os autores, as clínicas que utilizam espaços ou horários dedicados a gatos apresentaram melhores resultados em todos os domínios avaliados.
Os resultados “apoiam quantitativamente os princípios de atendimento amigável para felinos, sugerindo que investir na separação de espécies, na formação das equipas e na educação dos clientes gera melhorias tangíveis no bem-estar animal, na relação com os clientes e na qualidade da clínica veterinária”, afirmaram os investigadores.

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