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Animais de Companhia

Nova ferramenta permite identificar tutores que possam precisar de apoio no luto por animais de companhia

Ferramenta permite identificar tutores que possam precisar de apoio no luto por animais de companhia iStock

Uma investigação conjunta da Universidade de Córdoba e da Universidade de Sevilha desenvolveu e validou uma ferramenta que permite identificar rapidamente casos de luto com maior impacto emocional em pessoas que perderam um animal de companhia.

A nova ferramenta de análise psicológica, denominada PBQ-R, permite detetar sinais de alerta através de seis perguntas e em cerca de um minuto. Segundo os investigadores, o objetivo é facilitar a identificação de situações em que o luto possa exigir apoio profissional.

 

O trabalho foi publicado na revista Research in Veterinary Science e parte de um questionário desenvolvido anteriormente pela Universidade de Sevilha, que avaliava a gravidade do luto através de 20 perguntas. A nova proposta reduz o questionário e simplifica as emoções avaliadas, tornando-o mais prático e rápido de aplicar.

“Trata-se de uma ferramenta mais fácil para momentos difíceis, que deverá ser posteriormente complementada com ajuda psicológica”, explica Pilar Muñoz Rascón, investigadora da Universidade de Córdoba.

 

Segundo a investigadora, quando forem observados sinais de luto, os profissionais podem aplicar o questionário para perceber se a resposta emocional se encontra dentro dos níveis esperados ou se atinge uma intensidade elevada. Neste último caso, poderá ser recomendado apoio profissional.

A investigação sublinha que a perda de um animal de companhia envolve frequentemente um vínculo emocional forte, mas continua a existir falta de reconhecimento social deste tipo de luto. De acordo com os investigadores, essa falta de reconhecimento pode levar as pessoas a silenciar a dor e a não a gerir de forma adequada.

 

A ferramenta é apresentada como útil para profissionais veterinários, que acompanham frequentemente tutores durante o processo de perda do animal e podem estar expostos ao impacto emocional desse momento, muitas vezes sem formação específica para esse tipo de acompanhamento.

O trabalho comparou também a forma como a perda de um animal de companhia é vivida pela população em geral e pelos profissionais veterinários. Embora os médicos veterinários lidem melhor com este processo, uma parte continua a sentir dificuldades por falta de apoio, incompreensão ou dificuldade em expressar a dor. Segundo os investigadores, estes dados podem ajudar a criar medidas de prevenção e apoio dirigidas à profissão veterinária.

 

 

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