No novo episódio do podcast Veterinária Atual destacamos o papel da nutrição clínica e da microbiota na saúde, mas também do eixo intestino-rim, cuja evidência científica tem dado mais destaque.
“Hoje, a avalanche de evidência sobre os eixos microbiota–intestino–cérebro, intestino–rim, intestino–imunidade, mostrou que o intestino não é apenas um órgão digestivo. É um órgão imunológico, neuroendócrino, e um verdadeiro centro de regulação do organismo que aloja uma comunidade microbiana”, explica Carlos Viegas, médico veterinário e professor associado com agregação na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Por sua vez, influencia “o normal desenvolvimento destes sistemas, produz neurotransmissores e, deste modo, o comportamento e saúde mental dos indivíduos”.
Nos animais de companhia, foram descobertas ligações entre a microbiota e algumas condições de saúde, como ansiedade, epilepsia, obesidade e síndrome de disfunção cognitiva. O também diretor do Serviço de Medicina Estomatológico Dentária Veterinária da UTAD referiu-se ainda à forma como nos habituámos a ver os microrganismos enquanto inimigos que urge alimentar.
“Vivemos na era da assepsia total e do rei antibiótico”. Mas a evidência também tem demonstrado que o uso indiscriminado de antibióticos também tem custos: resistências, efeitos tóxicos, carcinogénicos, disbiose grave, para dar alguns exemplos. “E isso é crítico, porque a maioria dos microrganismos suporta as nossas funções metabólicas. Sem eles não vivemos com a qualidade que almejamos.”
Raquel Fernandes, médica veterinária e consultora técnica veterinária na Hill’s Pet Nutrition Iberia aborda neste episódio a evolução da investigação da marca na área do microbioma. “Algo que faz cada vez mais parte do futuro é termos a resolução de mais do que uma patologia num só alimento”, afirmou.
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