OMS defende doações de sangue voluntárias

OMS defende doações de sangue voluntárias

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou aos governos para que incentivem as doações voluntárias e altruístas, por essas serem consideradas as fontes mais seguras de obter sangue.

Nas vésperas do Dia Mundial de Sangue, celebrado a 14 de Junho, a OMS anunciou que apenas 54 países do mundo conseguiram chegar a 100% das doações voluntárias, referiu o “Diário Digital”.
«Os dadores voluntários fazem-no sem pressão, coerção, nem pagamento envolvido e, por isso, é muito menos provável que ocultem informações sobre a sua saúde ou comportamentos, como poderiam fazer os não aptos para doar sangue», assinalou em comunicado.
Apesar dos estudos indicarem que a maioria dos países considera quase impossível mobilizar a população para este acto se não for pago, ou não houver algum interesse familiar nesta doação, a OMS deu o exemplo das acções adoptadas pela China e Emirados Árabes Unidos, para provar que é possível mudar os comportamentos em pouco tempo.
Na China, onde em 1998, quase 80% das doações eram pagas ou procedentes de membros da família, a taxa de doação voluntária e gratuita actualmente ronda 98,5%. Pelo feito, o governo chinês irá atribuir este ano as primeiras medalhas de ouro, chamadas «medalhas pela vida» a quem tiver feito mais de 20 doações voluntárias.
Também os Emirados Árabes Unidos passaram de 0% de doações voluntárias, em 1990, para 80%, em 2004, e 97,6%, dois anos depois.