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Animais de Companhia

Levar animais de companhia para o trabalho pode influenciar mudança de emprego em Espanha

Levar animais de companhia para o trabalho pode influenciar mudança de emprego em Espanha iStock

Quase metade dos trabalhadores em Espanha, 49%, considera mudar de emprego se isso lhes permitir levar os seus animais de companhia para o local de trabalho, de acordo com dados divulgados pela Mars.

Os dados indicam que os escritórios pet-friendly deixaram de ser vistos apenas como um benefício adicional e passaram a ser uma exigência relevante para parte dos trabalhadores. Segundo a informação divulgada, 76% dos colaboradores afirmam que os animais de companhia contribuem para criar um ambiente de trabalho mais descontraído.

 

Mais de um terço dos trabalhadores prioriza políticas pet-friendly face a benefícios como programas de descontos para colaboradores, programas de incentivo à utilização da bicicleta nas deslocações para o trabalho, snacks gratuitos ou atividades sociais após o horário laboral. A mesma proporção, 33%, coloca estas políticas à frente de benefícios como melhorias nas licenças de maternidade e paternidade ou seguro de saúde privado.

A procura por este tipo de políticas é mais expressiva entre a Geração Z e os Millennials. Em Espanha, 44% dos jovens entre os 18 e os 24 anos procuram ativamente políticas pet-friendly quando procuram emprego, quase o dobro da proporção registada entre trabalhadores com mais de 55 anos, que se situa nos 28%.

 

Para as empresas, os dados apontam para a crescente relevância destas políticas na atração e retenção de talento. Segundo a informação divulgada, 47% dos trabalhadores em Espanha consideram que um escritório que admite animais de companhia funciona como um apoio relevante à conciliação entre vida pessoal e profissional. Outros 32% entendem que uma política formal e bem gerida nesta área é um indicador de que a organização valoriza o bem-estar dos colaboradores.

Apesar da procura, o estudo refere que alguns trabalhadores têm dificuldade em perceber se estas políticas existem ou não nas empresas onde trabalham.

 

“Os dados do relatório mostram com clareza que os ambientes de trabalho pet-friendly não só contribuem para o bem-estar dos colaboradores, como também ajudam a criar culturas mais humanas, flexíveis e atrativas para o talento. À medida que evolui a forma de trabalhar, fomentar políticas que integrem melhor a vida pessoal e profissional será cada vez mais relevante para as empresas”, afirma Gerard Bagaria, Mars Iberia Country Director.

Do ponto de vista do bem-estar animal, Maria Ángeles Toscano, Corporate Affairs Director da Royal Canin, sublinha o impacto que esta integração pode ter nos cães. “Permitir que um cão acompanhe o seu tutor no escritório reduz drasticamente os níveis de cortisol associados à ansiedade por separação. Passamos de ter animais isolados em casa durante horas a integrá-los num ambiente que fomenta a sua socialização, lhes oferece estimulação mental e, sobretudo, fortalece o vínculo humano-animal, que é a base do seu bem-estar emocional”, afirma.

 
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