Nutrição

Cinco conselhos para alimentar e cuidar do animal de estimação

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A alimentação dos animais de estimação suscita sempre algumas dúvidas nos tutores. Eis alguns conselhos:

A alimentação deve ser sempre adequada. Não devemos dar alimento de gatos a cães, nem vice-versa pois as necessidades de cada espécie são diferentes. O mesmo se aplica aos alimentos de consumo humano, que muitas vezes não são adequados às necessidades de cães e gatos e podem até representar riscos para a saúde dos animais de estimação;

Antes de escolher o alimento, conheça o seu animal de estimação. O alimento que escolhe dar ao seu cão ou gato deve ter em consideração as suas características – idade, tamanho, raça, estilo de vida e saúde.

Mesmo dentro da mesma marca é necessário ter estes parâmetros em consideração para conseguir escolher o alimento que mais irá contribuir para a saúde, bem-estar e longevidade do seu animal. Um cachorrinho não tem as mesmas necessidades que um cão adulto ou um cão em idade geriátrica. Os cães de raça grande também precisam de um alimento diferente daquele que comem os cães de raça pequena.

O mesmo se aplica a um gato adulto que anda na rua por comparação a um gato esterilizado e que está sempre dentro de casa.

Aproveite o melhor dos dois mundos com a alimentação mista. A alimentação mista, ou mixfeeding, consiste em alimentar cães e gatos intercalando ou combinado o alimento seco com o alimento húmido, e é algo que se deve fazer desde tenra idade e até à idade geriátrica dos animais. Além de ajudar a fazer a transição do leite para a alimentação sólida, expõe os cães e os gatos a diferentes texturas, contribuindo também para uma melhor hidratação (o alimento húmido tem até 80% de humidade) e maior satisfação do animal a comer (devido ao potencial aromático), mantendo uma alimentação completa e equilibrada em termos nutricionais;

Não descure a importância da disposição da comida e da água. Gatos e cães devem ter água fresca e limpa sempre disponível, num local tranquilo e longe da zona onde fazem as necessidades e das áreas de descanso. Lembre-se que a água é essencial à vida e que o animal tem de se manter hidratado.

No que toca à comida, cada espécie tem as suas “regras”. Os cães precisam de rotinas e os horários fixos devem ser mantidos também à refeição, isto vai ajudá-los a reduzir a ansiedade.

Já os gatos, como têm o hábito de comer pouca quantidade de cada vez e várias vezes ao dia (incluindo durante a noite), devem ter alimento seco sempre à disposição. Sendo que em ambas as espécies é importante respeitar a dose diária recomendada e aconselhada pelo médico veterinário.

Não dê petiscos extra, ofereça tempo de brincadeira. É natural que depois de passar muitas horas longe do seu cão ou gato sinta necessidade de o compensar. Pode guardar o alimento húmido para o fim do dia, considerando a dose diária recomendada, mas não deve dar comida extra ou snacks em demasia ao seu animal de estimação.

A obesidade tem um grande impacto na qualidade de vida e na saúde dos animais, diminui a esperança de vida em cerca de dois anos e meio e coloca em risco a saúde geral, predispondo-os a patologias como a diabetes, problemas de pele, problemas articulares que provocam dor crónica e patologias cardiorrespiratórias, por exemplo. Em vez de comida a mais ofereça o seu tempo num passeio com o seu cão ou numas brincadeiras em casa com o cão ou o gato, pois além de ser mais saudável, o animal também ficará mais feliz.

“O segredo para animais saudáveis e felizes pode estar na taça”, destaca Joana Pereira, médica veterinária do departamento de comunicação científica da Royal Canin, que vai estar disponível no stand da marca para responder a todas as dúvidas dos visitantes.