Medicina Veterinária

BVA recolhe experiências de discriminação na medicina veterinária

BVA recolhe experiências de discriminação na medicina veterinária

Apenas 3% dos profissionais de medicina veterinária do Reino Unido se identificam como pertencentes a uma minoria étnica e as denúncias de casos de discriminação na profissão têm vindo a aumentar.

Para promover uma mudança, a British Veterinary Association (BVA) acaba de lançar um inquérito para recolher as experiências de discriminação dentro da profissão.

A associação pretende, assim, recolher feedback anónimo de médicos veterinários, enfermeiros veterinários, estudantes e outros profissionais do setor que já tenham sofrido algum incidente ou testemunhado situações de discriminação. A medida surge como resposta a uma polémica que causou indignação junto da comunidade médico veterinária no final de 2018.

Em dezembro, um médico veterinário escocês recebeu uma carta racista: “Podes pensar que és britânico, mas nunca houve um homem inglês negro nem nunca haverá. Se um cão nasce num estábulo, não se transforma num cavalo”.

Daniella Dos Santos, Vice-Presidente Junior da BVA, sublinha que “a profissão veterinária deveria ser aberta e apoiar toda a gente. Contudo, fica bastante claro nos relatos que estamos a receber que a discriminação ainda é um problema. Pior, estamos conscientes de que alguns colegas sofrem retaliações quando falam das suas experiências de discriminação. Isto é totalmente inaceitável”.

O questionário estará aberto até 2 de março e inclui nove características protegidas pela ‘Lei da Igualdade’ do Reino Unido, nomeadamente, etnia, peso e origem socioeconómica.