Jorge Sampaio mobiliza cidadãos para a saúde no espaço lusófono

Jorge Sampaio mobiliza cidadãos para a saúde no espaço lusófono

Decorre hoje, no Centro Cultural de Belém, o 1º Fórum para as Questões da Saúde da Sociedade Civil da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), uma iniciativa do ex-presidente português Jorge Sampaio actual Enviado Especial da ONU para a Luta Contra a Tuberculose e também Embaixador da Boa Vontade da CPLP para as questões da saúde.

Criar uma «plataforma de diálogo entre os governos e as organizações da sociedade civil dos membros da CPLP» para as questões da saúde, como é o combate à sida, malária e tuberculose, é o objectivo principal deste primeiro encontro, divulga o “Diário de Notícias”.
A tuberculose constitui um problema de saúde em Portugal, com 3 mil novos casos diagnosticados todos os anos. Mas esta doença infecciosa, bem como a sida e a malária, são flagelos nos restantes países da CPLP.
«É fundamental a criação de uma rede sólida e funcional de representantes das organizações da sociedade civil que possa actuar de forma coordenada junto dos governos e da CPLP, gerar sinergias e conjugar esforços e recursos com vista a obter progressos no domínio da saúde pública», explicou Jorge Sampaio. «Só através do esforço da cooperação no espaço da CPLP e de uma melhor inserção multilateral da própria CPLP» será exequível melhorar a saúde pública e erradicar as grandes pandemias, salientou o ex-presidente luso.
Para concretizar estas metas, o fórum da saúde estabelece três objectivos. São eles: a criação de uma rede da sociedade civil dos países de língua portuguesa para as questões de saúde, com representantes em cada um dos países membros, conceber um comité de acompanhamento das políticas de saúde da CPLP e mobilizar, de forma conjunta, recursos sustentáveis para a melhoria da saúde pública naqueles países, entre outros.
O fórum decorre à margem da VII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
No fórum, participam representantes da sociedade civil de todos os países da CPLP (Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, Timor e Portugal), vocacionados para a área da saúde pública e pertencentes a organizações não governamentais (ONG), grupos activistas, fundações, institutos de investigação e universidades, entre outros.
Convidados a participar foram também representantes dos governos da CPLP, da União Africana, Organização Mundial, Fundo Global para Sida, Malária e Tuberculose, e ONUSIDA.