A British Veterinary Association (BVA) vai promover uma sessão dedicada ao tratamento em excesso em medicina veterinária, com foco nos limites entre a intervenção clínica necessária e o tratamento excessivo em animais de companhia.
A sessão, intitulada “When is enough, enough? How do we define overtreatment?”, decorrerá no dia 12 de junho, entre as 13h30 e as 14h15, na BVA Interactive Zone, durante o BVA Live, em Birmingham. O debate será realizado em associação com a Animal Welfare Foundation, instituição de beneficência da BVA.
De acordo com a instituição, a iniciativa surge num contexto de avanços tecnológicos na medicina veterinária e de aumento das expectativas dos tutores em relação a tratamentos considerados de referência para os seus animais de companhia.
O objetivo é discutir em que momento o tratamento se torna excessivo ou desnecessário e de que forma os profissionais podem avaliar se a melhor opção clínica para uma condição médica é também a melhor opção para os tutores e para os animais sob os seus cuidados.
De acordo com dados do inquérito Voice of the Veterinary Profession, da BVA, 61% dos veterinários de pequenos animais afirmaram já ter sido confrontados com tutores a solicitar tratamento excessivo para os seus animais de companhia. Segundo a BVA, este fenómeno resulta de vários fatores, incluindo a humanização dos animais de companhia.
A sessão contará com a participação da vice-presidente sénior da BVA, Elizabeth Mullineaux, e de Caroline Allen, diretora da Pet Lighthouse, para discutir quando os médicos veterinários devem estabelecer limites ao tratamento de um animal.
“Os avanços na tecnologia significam que agora podemos fazer tantas coisas extraordinárias na medicina veterinária, mas acaba por existir uma tensão crescente entre o desejo dos tutores por este tipo de intervenções e as realidades do custo e dos potenciais danos para o bem-estar animal”, afirmou Elizabeth Mullineaux.
A responsável acrescentou que, embora os tratamentos avançados possam ter resultados positivos para alguns tutores e animais, também podem implicar riscos relevantes.

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