Investigação

Incidência de infeções do local cirúrgico pode ser maior do que se pensava

A incidência de infeções do local cirúrgico (surgical site infections ou SSI) em cães – e o seu custo de tratamento – podem ser maiores do que se pensava, aponta um estudo de investigadores da Universidad Alfonso X el Sabio (UAX), em Madrid.

O estudo, intitulado Incidence of surgical site infection in dogs undergoing soft tissue surgery: risk factors and economic impact e liderado por Jorge Espinel-Rupérez, estudou 184 cães e cadelas de todas as idades que foram submetidos a cirurgias aos tecidos moles durante o período de um ano (outubro de 2013 a outubro de 2014). Os procedimentos dentais, oftalmológicos, ortopédicos e neurológicos foram excluídos da pesquisa agora publicada no Veterinary Record Open.

A investigação revelou que 8,7% dos pacientes (16 casos) submetidos a procedimentos cirúrgicos aos tecidos moles num hospital veterinário universitário sofreram de SSI em graus diversos. Os autores sublinharam que, apesar de haver pouca pesquisa sobre a incidência de SSI em cães, o número é mais elevado do que a incidência registada (3% a 6,6%) noutros estudos publicados, especialmente na América do Norte.

Segundo os investigadores, a idade, sexo e raça do animal não teve influência na incidência de infeção do local cirúrgico. Por outro lado, foram avaliados fatores cirúrgicos, como o tipo de desinfetante utilizado, o número de pessoas que participaram na cirurgia (incluindo a participação ou não de estudantes), o tipo de cirurgia realizada e até a sua duração.

Os pacientes foram ainda seguidos no hospital nos dias cinco e dez após o procedimento, e os investigadores fizeram entrevistas de seguimento por telefone 30 dias após a cirurgia.