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Animais de Companhia

Reino Unido pode proibir venda livre de desparasitantes para cães e gatos

Reino Unido pode proibir venda livre de desparasitantes para cães e gatos iStock

Os tutores de animais de companhia no Reino Unido poderão vir a ser proibidos de comprar tratamentos contra pulgas para cães e gatos ao abrigo de novas regras governamentais.

O Governo britânico iniciou uma consulta pública de oito semanas sobre a possibilidade de permitir que apenas médicos veterinários ou farmacêuticos dispensem estes tratamentos à base de pesticidas, com o objetivo de garantir o “uso correto”. Atualmente, os tratamentos contra pulgas e carraças podem ser adquiridos em qualquer loja de animais.

 

Segundo o executivo, quando aplicados na pele de cães e gatos, estes produtos passam para o pelo e posteriormente para o ambiente, onde podem afetar aves, peixes e outros organismos aquáticos. Estes tratamentos, de elevada potência, podem também causar irritação cutânea nos animais, sendo que defensores do bem-estar animal consideram que o seu uso excessivo pode ser inadequado.

Para Emma Hardy, membro do Governo britânico, “o executivo está empenhado em restaurar a natureza e limpar os nossos rios. Estes tratamentos desempenham um papel vital na saúde e bem-estar dos animais de companhia, mas é importante avaliarmos se devem estar disponíveis apenas através de profissionais de saúde que possam aconselhar o público sobre o seu uso correto”.

 

A prática de utilização preventiva destes produtos é comum, sendo frequentemente recomendada mesmo na ausência de infestação. No entanto, evidência científica recente aponta para a necessidade de limitar o seu uso a situações em que existam pulgas.

Um estudo concluiu que aves utilizam pelos de cães e gatos contaminados com estes produtos na construção dos ninhos, tendo sido observada uma maior incidência de ovos não eclodidos e mortalidade de crias em ninhos com maior presença de inseticidas.

 

Investigação financiada pela Veterinary Medicines Directorate (VMD) indica que a aplicação destes tratamentos pelos tutores contribui para a presença de resíduos químicos em cursos de água, nomeadamente após a lavagem das mãos ou quando os animais entram em contacto com meios aquáticos.

As autoridades indicam ainda que as concentrações em águas superficiais frequentemente ultrapassam os limites de toxicidade para insetos aquáticos, tendo sido também detetados resíduos em sedimentos, tecidos de peixes e águas costeiras.

 

A consulta pública pretende recolher contributos para apoiar decisões futuras que equilibrem o acesso a medicamentos veterinários com a proteção da saúde animal e do ambiente.

 

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