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Estudo compara comportamento de ajuda em cães, gatos e crianças pequenas

Estudo compara comportamento de ajuda em cães, gatos e crianças pequenas iStock

Um estudo publicado na revista Animal Behaviour conclui que os cães demonstram uma maior propensão para ajudar humanos em tarefas simples, apresentando comportamentos semelhantes aos de crianças pequenas, ao contrário dos gatos, que não costumam mostrar essa iniciativa.

A investigação, conduzida por cientistas da Eötvös Loránd University e do HUN-REN–ELTE, na Hungria, envolveu 40 cães, 27 gatos e 20 crianças entre os 16 e os 24 meses. Os testes foram realizados nos próprios lares dos participantes, com o objetivo de reduzir fatores de stress e variáveis externas.

 

Durante a experiência, os animais e as crianças observaram um investigador esconder um objeto, enquanto o cuidador principal simulava procurá-lo sem pedir ajuda, demonstrando sinais de frustração. Os investigadores analisaram se os participantes tentavam indicar a localização do objeto, através do olhar, aproximação ou recuperação direta.

De acordo com os resultados, mais de 75% dos cães e das crianças demonstraram comportamentos de ajuda, apesar de não terem recebido treino ou recompensa.

 

“Curiosamente, a maioria dos cães e das crianças apresentou padrões de comportamento semelhantes”, afirmou Melitta Csepregi, coautora do estudo. E continua: “envolveram-se facilmente na situação, e mais de 75% indicaram ou recuperaram o objeto, sugerindo uma forte motivação para ajudar”.

Em contraste, os gatos mostraram uma maior tendência para não ajudar, embora tenham demonstrado atenção à situação. A exceção ocorreu quando os objetos escondidos eram brinquedos ou recompensas alimentares, casos em que os gatos indicaram a localização com frequência semelhante à dos cães e das crianças.

 

Os investigadores sublinham que estes resultados não indicam falta de capacidade nos gatos, mas sim diferenças na motivação e no grau de independência. O estudo sugere ainda que os comportamentos observados podem estar associados a diferentes fatores: nas crianças, a empatia ou a procura de aprovação; nos cães, a ligação social ou o reforço positivo.

De acordo com os cientistas, s investigação pode contribuir para uma melhor compreensão das diferenças comportamentais entre espécies de animais de companhia, com implicações na interpretação das interações entre tutores e animais em contexto doméstico.

 

 

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