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Novo teste urinário pode facilitar diagnóstico de doenças caninas, indica estudo

Novo teste urinário pode facilitar diagnóstico de doenças caninas, indica estudo iStock

Um novo teste urinário poderá vir a ampliar a investigação de diversas doenças em cães, ao oferecer uma alternativa mais acessível e menos invasiva aos métodos atualmente utilizados. A conclusão resulta de um estudo financiado pela BSAVA Petsavers e publicado no Journal of Small Animal Practice.

A investigação analisou um teste ELISA (ensaio de imunoabsorção enzimática) para deteção de 5-hidroxiindolacético (5-HIAA), um metabolito da serotonina, com base em amostras recolhidas de 26 cães. As amostras foram obtidas ao longo de dois anos, entre novembro de 2019 e novembro de 2021, no Queen’s Veterinary School Hospital da Universidade de Cambridge.

 

O teste, com duração de oito horas, revelou-se “muito fiável” em concentrações baixas, embora os autores reconheçam que poderá ultrapassar limites de erro aceitáveis em níveis mais elevados. Ainda assim, consideram que a abordagem apresenta potencial como ferramenta complementar na prática clínica, sublinhando a necessidade de validação adicional.

Segundo Penny Watson, autora sénior do estudo, “estou muito esperançosa de que, após validação adicional, este ELISA se revele um teste fiável, simples e económico para o 5-HIAA na urina, facilitando mais investigação sobre o papel da serotonina na patogénese de doenças caninas”.

 

A investigadora acrescenta que há suspeitas de que “alguns cães e algumas raças possam ter níveis circulantes de serotonina mais elevados do que outros”, o que poderá predispor não só para doenças cardíacas, mas também para patologias comuns como pancreatite crónica e doença renal.

Além disso, estes animais poderão apresentar maior suscetibilidade à síndrome serotoninérgica quando medicados com fármacos como tramadol ou trazodona. “Mais investigação nesta área será, assim, diretamente relevante para clínicos de animais de companhia”, conclui a responsável.

 

O estudo sugere que o desenvolvimento de métodos de diagnóstico mais acessíveis poderá ter impacto na prática clínica veterinária, nomeadamente na identificação precoce de fatores de risco associados a doenças em cães.

 

 
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