IDT reconhece fracasso do programa de troca de seringas nas prisões

O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) reconheceu, ontem, na Assembleia da República, que o programa de troca de seringas nas prisões falhou. Ainda sem um relatório de avaliação, João Goulão acredita que a desconfiança dos reclusos e o boicote dos guardas prisionais podem ter estado na origem do insucesso do programa.

Apesar do inquérito para apurar as razões dos maus resultados ainda não estar concluído, de acordo com a notícia avançada pelo “Público”, o presidente do IDT afirmou que o programa experimental, adoptado no final de 2007, nas prisões de Paços de Ferreira e Lisboa, foi «suficientemente boicotado».
Segundo referiu João Goulão já no final da audição, o sindicato dos guardas prisionais sempre boicotou o programa, sendo que os reclusos também manifestaram alguma falta de confiança em relação a todo o processo.
Uma das soluções a adoptar poderá passar pela colocação de máquinas automáticas de seringas nas prisões, avançou o responsável.
O presidente do IDT foi chamado ao parlamento, através de uma solicitação do CDS-PP, que pediu explicações sobre o dicionário de “calão” colocado num site do instituto, que continha várias definições polémicas.
Neste sentido, João Goulão admitiu que houve um erro técnico e que as expressões já foram retiradas do site.