Para assinalar o Dia Internacional do Canhoto, que se celebra a 13 de agosto, a Real Sociedade Canina de Espanha (RSCE) chama a atenção para um fenómeno curioso — e cientificamente relevante —: a lateralização motora nos cães.
Tal como acontece com os humanos, os cães também têm tendência para usar mais uma pata do que a outra e essa preferência pode influenciar o seu temperamento, a forma de aprender e até como processam emoções.
A preferência por uma pata não é aleatória. De acordo com a RSCE, esta está relacionada com a lateralidade cerebral:
- O hemisfério esquerdo controla a pata direita e está associado a emoções positivas, lógica e rotinas.
- O hemisfério direito, ligado à pata esquerda, gere emoções mais intensas, como cautela ou medo, além de orientação espacial e reação a novos estímulos.
Perfis emocionais distintos
Segundo os dados recolhidos pela RSCE:
- Cães canhotos (hemisfério direito dominante) tendem a ser mais sensíveis ao ambiente, reativos a ruídos inesperados como fogos de artifício, mas também mais intuitivos, empáticos e ligados emocionalmente aos tutores.
- Cães destros (hemisfério esquerdo dominante) mostram mais confiança em ambientes familiares, melhor capacidade de concentração e estabilidade emocional — características que explicam a razão pela qual muitos cães de terapia ou assistência são destros.
Como descobrir se o cão é destro ou canhoto
A RSCE sugere observar o animal em diferentes situações e repetir cada teste pelo menos 50 vezes para garantir fiabilidade. Alguns exemplos:
- Oferecer um brinquedo interativo e ver qual a pata que utiliza para o estabilizar;
- Observar qual pata move primeiro ao levantar-se depois de deitar;
- Colocar um biscoito debaixo de um móvel baixo e ver com que pata tenta alcançá-lo.
Se a mesma pata for utilizada em dois terços das tentativas, esta é considerada dominante.

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