Várias organizações europeias de saúde animal apelaram à União Europeia (UE) para adotar uma abordagem mais preventiva na definição de políticas, defendendo a priorização da vacinação, da biossegurança e da supervisão veterinária.
A posição foi apresentada pela Federação dos Veterinários da Europa (FVE), pela Federação das Associações de Veterinários de Animais de Companhia (FECAVA) e pela AnimalhealthEurope, no âmbito do Dia Mundial da Vacinação Animal, assinalado a 20 de abril.
As entidades pedem uma “mudança urgente de paradigma”, passando de uma gestão reativa de crises para uma abordagem preventiva baseada no conceito “One Health”.
Segundo as organizações, esta mudança é “essencial” para garantir sustentabilidade económica, social e ética. Defendem que medidas preventivas devem ser sistematicamente priorizadas, enquanto medidas de abate sanitário deve ser consideradas uma solução de último recurso.
Segundo Roxane Feller, diretora-geral da AnimalhealthEurope, “a UE deve priorizar o investimento em medidas preventivas e garantir estratégias nacionais uniformes e devidamente financiadas de vigilância, controlo e vacinação de doenças”.
Também Ann Criel, presidente da FECAVA, destaca a importância da vacinação na prática veterinária: “Prevenir. Proteger. Vacinar. Muitas vezes esquecemo-nos de quão perigosas eram as doenças infeciosas, simplesmente porque a vacinação funciona”. A responsável acrescenta que “continuamos a combater doenças mortais todos os dias, porque por vezes as vacinas não estão disponíveis ou não são utilizadas”.
Por sua vez, Siegfried Moder, presidente da FVE, afirma que “uma década após o lançamento do Dia Mundial da Vacinação Animal, a mensagem é clara: a prevenção deve liderar”. O responsável recorda que cerca de três quartos das doenças emergentes têm origem animal, sublinhando o papel central dos médicos veterinários na proteção da saúde animal, pública e ambiental através da ação precoce, aconselhamento em biossegurança e vacinação.
As organizações consideram que a Europa dispõe já do conhecimento e das ferramentas necessárias para adotar uma estratégia centrada na prevenção, apontando a necessidade de vontade política para concretizar esta mudança.

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