A Associação Portuguesa de Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia (APMVEAC) criou um Grupo de Trabalho dedicado à Sustentabilidade, com o objetivo de integrar princípios ambientais, sociais e éticos na prática médico-veterinária de animais de companhia.
De acordo com a comunicação, a iniciativa reforça a atuação da APMVEAC perante os desafios associados à saúde animal, saúde pública e responsabilidade ambiental, áreas que a associação considera estratégicas para o futuro da profissão.
Fundada a 29 de outubro de 1990, a APMVEAC é uma associação técnico-científica sem fins lucrativos que tem como principal objetivo promover o desenvolvimento científico e sociocultural dos médicos veterinários dedicados aos animais de companhia. Ao longo de mais de 35 anos, tem desenvolvido atividades, projetos e parcerias nas áreas da profilaxia, medicina e cirurgia de animais de companhia, bem como na promoção do bem-estar animal, saúde pública, ética, vida selvagem, preservação e saúde planetária.
O novo Grupo de Trabalho sobre Sustentabilidade pretende fomentar a reflexão e o desenvolvimento de estratégias para a integração de práticas sustentáveis na medicina veterinária, acompanhando as exigências ambientais e regulatórias do setor da saúde.
A criação deste grupo surge no âmbito da participação da APMVEAC no CPSA — Conselho Português para a Saúde e Ambiente, uma iniciativa multidisciplinar que reúne profissionais e entidades ligados à promoção de práticas mais sustentáveis no setor da saúde.
A comunicação dá ainda conta de que Manuel Magalhães Sant’Ana, membro da Comissão Científica da APMVEAC, é o representante da associação no CPSA e coordena o Grupo de Trabalho sobre Sustentabilidade e que esta participação reforça a ligação da medicina veterinária às áreas da saúde pública e da sustentabilidade ambiental.
Segundo a informação divulgada, a integração no CPSA permite à APMVEAC colaborar com decisores políticos, instituições académicas e organizações da sociedade civil, promovendo investigação, sensibilização e políticas de saúde mais sustentáveis.
No âmbito desta colaboração, a associação está também a trabalhar em articulação com João Queiroz e Melo, médico pioneiro da cirurgia cardíaca em Portugal e vice-presidente do CPSA, na procura de soluções integradas entre medicina humana e animal.
Entre os temas em análise encontra-se o Decreto-Lei n.º 118/2025, que reforçou o enquadramento legal aplicável aos dispositivos médicos em Portugal, introduzindo alterações ao regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 29/2024 e alinhando-o com o Regulamento Europeu dos Dispositivos Médicos.
O diploma visa reforçar a segurança, qualidade e rastreabilidade dos dispositivos utilizados no setor da saúde, clarificando responsabilidades das instituições e profissionais, nomeadamente no armazenamento, reutilização e reprocessamento de dispositivos médicos de uso único. A legislação sublinha ainda a importância da atualização contínua das práticas e normas técnicas, com impacto na responsabilidade ambiental, segurança clínica e sustentabilidade das organizações de saúde, incluindo a medicina veterinária.

Direitos Reservados
