Nutrição

Indústria alimentar animal: “Portugal tem um dos parques industriais mais modernos”

Na semana passada, no dia 19 de setembro, a Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA) organizou as VIII Jornadas de Alimentação Animal, em Fátima. À margem do evento, falámos sobre a indústria de alimentos para os animais com Emídio Gomes, vice-reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para a área de Investigação e Inovação e coordenador do InovFeed, onde o professor destacou que Portugal é muito “moderno” neste setor e que o grande trabalho a ser feito é ao nível energético.

Qual o impacto que a produção industrial de alimentos para animais tem no meio ambiente?

Como qualquer atividade industrial, a produção de alimentos compostos para animais tem sempre o seu impacto. Mas, desde logo e até porque é uma “indústria seca”, com recurso reduzido à utilização de água, tem um impacto relativamente suave quando comparado com a generalidade da atividade industrial.

Quais as soluções que podem ser adotadas para minimizar as emissões de gases poluentes desta indústria?

Emídio Gomes

Faz muitos anos que esta indústria implementou sistemas de despoeiramento e de tratamento de gases, pelo que este não é um problema fulcral. Mesmo do ponto de vista energético têm sido implementadas medidas muito sérias na redução do seu consumo.

O que está a ser feito em Portugal neste sentido?

No que concerne a esta indústria, Portugal tem um dos parques industriais mais modernos à escala internacional, com recursos frequente a sistemas de expansão e, ou, extrusão. A otimização da produção industrial tem de continuar a ser o caminho.

Qual é o papel do InovFeed nesta questão?

O projeto InovFeed, que tem o estatuto de Laboratório Colaborativo, será, como o próprio indica, um espaço de investigação colaborativa para o setor. Serão por isso os temas transversais à indústria de alimentos compostos para animais as suas maiores prioridades. A evolução das tendências de consumo e os desafios societários ligados a essas tendências, a produção de alimentos mais sustentáveis e as fontes alternativas de matérias-primas serão alguns dos temas prioritários.