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Médicos Veterinários

Aprovado interesse municipal para CESPU construir hospital veterinário em Gandra

Aprovado interesse municipal para CESPU construir hospital veterinário em Gandra

A Assembleia Municipal de Paredes reconheceu o  interesse público municipal num terreno em Gandra, no concelho de Paredes, no Porto, para a construção de um Hospital Veterinário da CESPU – Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário. Caso o projeto avance, fará parte da sétima instituição de ensino superior de medicina veterinária do País.

A proposta refere que a acreditação do curso de medicina veterinária da CESPU justifica o parecer positivo mediante a apresentação de um projeto de hospital universitário à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

De acordo com o despacho de maio de 2019, a apresentação do projeto de desenvolvimento do hospital escolar para animais de companhia, produção e equinos era uma condição essencial para a admissão de alunos.

A CESPU pretende iniciar o processo de divulgação do curso ainda este ano e iniciar o curso no próximo ano letivo.

O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Jorge Cid, em entrevista à VETERINÁRIA ATUAL, na edição de janeiro, mostrou-se crítico sobre a abertura de novos cursos devido à dificuldade do mercado em absorver estes profissionais, que muitas vezes são obrigados a ir para o estrangeiro.

“[…] Estão duas faculdades na calha para abrir [CESPU e Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz], nós conseguimos atrasar uma. Enfim, temos dado sempre pareceres extremamente críticos, mas como todos os colegas sabem, a Ordem não pode abrir nem fechar faculdades. O que fazemos é argumentar tecnicamente o que poderá não estar correto. Achamos que as seis instituições superiores de ensino no País são mais do que suficientes. Deve-se melhorar o nível dos médicos veterinários que saem das universidades e não abrir universidades indiscriminadamente”, justificou Jorge Cid, bastonário da OMV.

“O País não absorve a longo prazo todos estes profissionais e quem vai perder é a própria classe. Muitas faculdades estão a formar profissionais que depois vão para o estrangeiro, sobretudo para Inglaterra. Se um dia tiverem de voltar, podemos ter problemas. Há um rácio recomendado de uma faculdade para cada dez milhões de habitantes e nós temos seis faculdades”, acrescenta.