O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto celebra a 8 de novembro a 5.ª edição do One Health Day, com um programa gratuito de atividades que convida toda a família a descobrir como a ciência se cruza com o dia a dia.
De acordo com o comunicado de imprensa, o evento realiza-se no Edifício Abel Salazar e conta com sessões de divulgação científica dinamizadas por jovens investigadores do ICBAS e uma mesa-redonda dedicada ao tema da saúde nas cidades. Paralelamente, haverá workshops interativos dirigidos a crianças e jovens entre os 6 e os 15 anos.
As comemorações começam às 15h00 com a sessão “O Futuro da Ciência: Uma Saúde em Ação”, onde quatro jovens cientistas apresentam os seus projetos de investigação sobre temas como o microbioma e o cancro, o autismo e o ruído, os cuidados de enfermagem em desportos de aventura e a produção de marisco em contexto de alterações climáticas.
Às 17h00, a mesa-redonda “Pensar a Saúde nas Cidades” propõe uma reflexão sobre como tornar os espaços urbanos mais saudáveis — não apenas para as pessoas, mas também para os restantes seres vivos que partilham o mesmo ambiente. O debate contará com a participação da médica Dalila Veiga, do geógrafo José Alberto Rio Fernandes, da arquiteta Ana Neiva e do médico veterinário Luís Montenegro, sendo moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves.
Em simultâneo, crianças e jovens entre os 6 e os 15 anos poderão participar nos workshops “Cientistas por um dia – Missão Uma Saúde”, que os convidam a detetar contaminantes na água com sensores feitos de plástico reciclado (“Detetives da poluição com plástico mágico”) e a explorar doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos (“À descoberta das doenças zoonóticas”).
A 5.ª edição do One Health Day é promovida pelo Gabinete One Health do ICBAS e tem como objetivo reforçar o compromisso da instituição com a abordagem Uma Saúde, que reconhece a ligação entre a saúde humana, animal e ambiental.
Segundo Adriano Bordalo e Sá, coordenador do Gabinete, esta ação é fundamental para “reafirmar, junto de diversos públicos, que as pessoas não estão sós neste mundo, e se o ambiente onde vivem, assim como as plantas e animais não estiverem de boa saúde, a nossa saúde fica comprometida. Por isso temos de pensar global para atuar localmente”.

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