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Animais de Companhia

Organizações veterinárias assinam compromisso global para reforçar prevenção de parasitas

Organizações veterinárias assinam compromisso global para reforçar prevenção de parasitas iStock

Mais de 40 organizações ligadas à medicina veterinária e à saúde animal assinaram um compromisso global de prevenção que sublinha a importância do controlo de parasitas, numa altura em que pulgas, carraças e vermes estão a expandir-se para novas regiões geográficas, aumentando os riscos de doença para animais de companhia e pessoas.

O “Prevention Pledge” foi divulgado a 20 de março, no âmbito do Dia Mundial da Consciencialização sobre Parasitas, e reúne signatários de cinco continentes.

 

Entre as entidades envolvidas estão a Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA), a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA), o Conselho de Parasitas de Animais de Companhia (CAPC), a Federação Europeia de Associações de Veterinários de Animais de Companhia (FECAVA) e o Conselho Científico Europeu de Parasitas de Animais de Companhia (ESCCAP). O compromisso inclui ainda associações veterinárias nacionais e instituições académicas de países como Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Portugal e Espanha.

Segundo os organizadores, existe uma preocupação crescente com a alteração da distribuição dos parasitas, impulsionada pelas alterações climáticas, pelo aumento das viagens com animais de companhia e pela evolução das populações de vida selvagem.

 

Segundo Michael Q. Bailey, presidente da AVMA, “as previsões mais recentes mostram que o panorama dos parasitas está a mudar, com muitos animais de companhia agora expostos a novos e emergentes riscos”, sublinhando que as consultas veterinárias regulares continuam a ser uma base central da prevenção, ao permitirem avaliar os riscos locais e recomendar estratégias de controlo adequadas.

O compromisso destaca igualmente as implicações de One Health associadas ao controlo parasitário, assinalando que várias doenças parasitárias, incluindo a doença de Lyme, a anaplasmose canina e a leishmaniose, podem afetar tanto animais como humanos. O documento sublinha que a prevenção pode reduzir a morbilidade e a mortalidade nos animais de companhia, ao mesmo tempo, limita a transmissão no seio das famílias e das comunidades.

 

Os signatários reforçam também o papel central dos médicos veterinários na prevenção parasitária. Segundo o compromisso, estes profissionais estão numa posição única para avaliar fatores de risco regionais e adaptar protocolos preventivos a cada paciente.

Para Ann Criel, presidente da FECAVA,  “os parasitas continuam a ser uma das ameaças à saúde mais comuns e evitáveis que afetam os animais de companhia na Europa”, acrescentando que “o acompanhamento veterinário regular e planos de prevenção ajustados são essenciais para proteger os animais ao longo de toda a sua vida”.

 

 

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