Veterinários Portugueses pelo Mundo

Depois da Residência de Medicina Interna, Rodolfo Oliveira Leal está de regresso com novos projetos

Terminada a Residência em Medicina Interna (ECVIM-CA) no GHV Fergis, em Paris, em dezembro de 2016, Rodolfo Oliveira Leal está de regresso a Portugal e já tem vários projetos para o futuro, que passam pela Faculdade de Medicina Veterinária.

“Por agora estou em stand-by. Terminei a residência em Dezembro e estou a estudar para o exame da especialidade, em março, na Alemanha. Em abril começo a trabalhar na FMVUL, no Hospital Escolar”. Pelo meio, o médico veterinário já garantiu a sua presença no congresso da SPCAV como orador e em algumas formações da APMVEAC”.

Sobre a Residência em Medicina Interna, Rodolfo Oliveira Leal refere que foi uma experiência foi muito enriquecedora. “Valeu muito a pena o sacrifício porque me tornei profissionalmente mais ‘adulto’. Mudou muito na minha forma de pensar. Antes de fazer a Residência já trabalhava na área da Medicina Interna, mas por muito que gostasse, lesse e fosse autodidata forçosamente vão-se criando vícios e formas próprias de trabalhar. Numa Residência somos formados por especialistas europeus/americanos, por pessoas com um rigor profissional extremo e por equipas multidisciplinares de excelência. Ter contactado com essa realidade não tem preço. Tornei-me profissionalmente mais rigoroso e metódico. Pessoalmente também cresci bastante porque estar fora e adaptar-me a uma nova cultura também não foi fácil. No final, o saldo foi muito positivo”.

Apesar da experiência positiva, Rodolfo Oliveira Leal optou por regressar a Portugal por questões familiares. “Depois de priorizar a vida profissional e dedicar-me tanto a ela é tempo de compensar a família por todo o tempo que passámos a trabalhar de forma tão intensa. O regresso a Portugal é como o oxigénio que preciso para restabelecer energias no final destes três anos tão intensos”.

“O Rodolfo que chegou não é o Rodolfo que partiu há três anos”

Quisemos saber o que mudou em três anos intensos de Residência. “Forçosamente o Rodolfo que chegou não é o Rodolfo que partiu há três anos. Na bagagem trago metodologia, rigor e exigência. Sei que a adaptabilidade à realidade portuguesa é necessária, mas vou tentar ao máximo conciliar o melhor dos dois mundos de forma a contribuir para um crescimento progressivo da medicina de referência. Quero que a classe veja a medicina de referência como algo mais real, em que os colegas colaborem tranquilamente uns com os outros e que a relação de confiança entre o veterinário referente e o especialista seja desmistificada de competitividades e jogos de poder. Trago na bagagem vontade de trabalhar e de aplicar o que aprendi e isso é o mais importante”.

1 Comment