Segundo o Diário de Notícias, a ministra defendeu que as regiões para onde está prevista a introdução do lince ibérico irão beneficiar economicamente. “O grande desafio é conseguir uma compatibilização dos usos no mesmo território de forma equilibrada”, referiu. A coexistência daquele animal com o setor agrícola e a caça permitirá a existência de um território “mais rico, ordenado e com capacidade para atrair gente”.
Assunção Cristas falava à margem da apresentação da implementação do Plano de Ação do Lince Ibérico, no centro de reprodução daquele animal, em Silves (Algarve). Este projeto está a ser prosseguido em cooperação com Espanha e consiste na reprodução em cativeiro da espécie. O objetivo é tentar inverter o declínio de efetivos e recuperar os núcleos que existiam antes.
“Se daqui a uns anos tivermos na nossa terra o lince ibérico com uma convivência sustentável com as atividades que aqui existem, vamos ter zonas muito interessantes para serem visitadas por portugueses e estrangeiros”, sublinhou a governante.
O plano tinha sido aprovado em Portugal em 2008, mas só agora deverá ser posto em prática.

