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Saúde Animal

Caçadores nacionais alertam para falta de fiscalização das doenças dos animais

caça Veterinária Atual

As espécies cinegéticas estão a diminuir, os períodos de caça não estão a ser cumpridos e existe falta de fiscalização das doenças dos animais, o que pode colocar em risco a saúde pública. As críticas são da Federação Nacional dos Caçadores e Proprietários e já foram rejeitadas pelo Ministério da Agricultura.

“Há falta de espécies cinegéticas, todas as espécies selvagens estão praticamente em vias de extinção, algumas zonas de caça têm espécies [mas] são postas pela mão do homem e não pela natureza”. “Pedimos uma revisão dos dias que estão impostos para a prática, com uma diminuição” para dois dias, refere secretário-geral da Federação Nacional dos Caçadores e Proprietários, Eduardo Biscaia, citado pela Lusa.

Para além disso, de acordo com Eduardo Biscaia e José Manuel Baptista, do Movimento de Caçadores Portugueses, existe neste momento “falta de controlo sanitário das doenças que afetam javalis, coelhos e veados.”

“Está em causa a saúde pública, não se sabe se os animais caçados estão doentes ou não”, sublinha José Manuel Baptista, que revela também que os problemas já foram expostos várias vezes ao Ministério da Agricultura e ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Ministério da Agricultura referiu à Lusa que “rejeita estas críticas tendo em conta as ações de fiscalização e de prevenção” em vigor e lembra “a intervenção da autoridade competente em sanidade animal, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária” que, com o ICNF e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), desenvolveu uma estratégia, apresentada em 2015.

Para além disso, o ministério refere “não partilha da opinião de que o número de dias de caça praticados nas zonas de caça seja superior aos permitidos por lei”, já que os dados obtidos através da fiscalização não sustentam essa posição. “Uma gestão nesses termos não só representaria uma violação grosseira da lei, como iria certamente inviabilizar a prática da caça no resto do ano ou pôr em risco as épocas seguintes”, sublinha.

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