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Animais de companhia

Anicura alerta para a importância da vacinação e desparasitação na prevenção de zoonoses

Anicura alerta para a importância da vacinação e desparasitação na prevenção de zoonoses iStock

A Anicura defendeu hoje, dia 3 de julho, em comunicado de imprensa, que a chave para prevenir as zoonoses passa por estabelecer um adequado programa de vacinação e desparasitação regular.

De acordo com a comunicação, os tutores são também “fundamentais para conseguir evitar a transmissão destas infeções”, ao adotarem cuidados específicos para manter o animal saudável e em segurança. “A boa comunicação entre veterinário e cuidador é, por isso, crucial”, realça a Anicura.

 

“O médico veterinário está capacitado para implementar o calendário de vacinação dos nossos animais, sendo os únicos profissionais com formação adequada nesta matéria. Consultas frequentes são a única forma eficaz de prevenir estas doenças e permitir que o animal desfrute de uma vida longa e com qualidade”, explicou José Gomez, José Gómez, Diretor Médico da AniCura Ibéria.

A relação entre os animais e os seres humanos é cada vez mais próxima, frisa a Anicura, levando a que se registe um aumento da probabilidade de transmissão de doenças infeciosas entre ambos.

 

As zoonoses transmitem-se aos humanos por contacto direto ou através de alimentos ou água contaminados ou através do meio ambiente. Existem mais de 200 tipos de zoonoses identificadas (causadas principalmente por bactérias, vírus, parasitas ou fungos) e representam uma grande percentagem das doenças recentemente identificadas em seres humanos, assim como outras já existentes, explica o grupo de hospitais e clínicas veterinárias.

De acordo com o José Gomez, “a zoonose mais conhecida e comum em animais de companhia é a leishmaniose. Esta doença pode ser prevenida com um programa de vacinação adequado, assim como com o uso de medicamentos e repelentes para evitar a transmissão a outros cães ou até mesmo aos humanos, já que se desenvolve através da picada de um mosquito e não através do contacto direto com o animal”.

 

Que desafios enfrenta atualmente a medicina veterinária neste campo?

Segundo a Anicura, as alterações climáticas e a maior circulação de animais e pessoas entre países “pressupõem um desafio no momento de controlar doenças emergentes em zonas onde antes não se haviam detetado”.

 

“O exemplo paradigmático desta rápida disseminação foi a Covid-19, mas a expansão de outras doenças características de países tropicais devem fazer-nos refletir e avaliar a forma como vamos fazer face a este desafio”, sublinhou José Gómez.

Neste sentido, a comunicação também avança que um dos principais desafios atuais dos profissionais de veterinária é continuar a aprofundar o projeto “One Health” da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o responsável da Anicura, trata-se de “um grande projeto multidisciplinar que não abarca apenas a Medicina Humana e Veterinária, mas também a investigação do ambiente e ecológica”.

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