Quantcast
Médicos Veterinários

Investigadores espanhóis analisam como preparar futuros veterinários para o uso clínico da IA

Investigadores espanhóis analisam como preparar futuros veterinários para o uso clínico da IA iStock

Investigadores da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e da Universidade de Córdoba, em Espanha, estão a analisar como treinar futuros médicos veterinários para a aplicação clínica da inteligência artificial (IA).

Segundo os cientistas, a IA está a otimizar o diagnóstico, a vigilância de doenças e o apoio à tomada de decisões, mas a sua implementação eficaz depende fundamentalmente da preparação adequada do pessoal clínico veterinário.

 

Este grupo de investigadores realizou uma revisão narrativa sobre a integração da IA nos planos de estudo veterinários, considerando-a como um “passo fundamental para a sua aplicação responsável na prática clínica”.

“Sintetizamos a evidência atual sobre ferramentas baseadas em IA relevantes para os planos de estudo veterinários, incluindo modelos de linguagem generativos e multimodais de grande dimensão, sistemas de tutoria inteligente, plataformas de realidade virtual e aumentada, e ferramentas de apoio à tomada de decisões baseadas em IA aplicadas à imagiologia, epidemiologia, parasitologia, segurança alimentar e saúde animal”, explicam.

 

A revisão também destacou como o uso estruturado da IA na educação reflete os fluxos de trabalho clínicos reais, ajudando no desenvolvimento de competências essenciais, como a interpretação de dados, o raciocínio ético e a responsabilidade profissional.

Além disso, os investigadores abordaram questões éticas, regulatórias e cognitivas, como o viés algorítmico, a privacidade dos dados e os riscos da dependência excessiva da IA, enfatizando as suas implicações diretas para a fiabilidade diagnóstica e o bem-estar animal.

 

“Enquadrando a educação veterinária como um ambiente controlado e reflexivo para a interação com a IA, este artigo destaca como uma formação com base pedagógica pode facilitar uma implementação clínica mais segura, fomentar a colaboração interdisciplinar e alinhar a inovação tecnológica com os padrões profissionais da medicina veterinária”, acrescentam os investigadores.

O grupo sublinhou ainda que, à medida que a IA se torna parte da educação e prática veterinária, “manter um foco centrado no ser humano continua a ser fundamental”, defendendo que a IA deve ser vista como uma tecnologia de apoio, que complementa, e não substitui, o julgamento profissional dos veterinários.

 
Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde animal?