Resistência aos Antimicrobianos

União Europeia: vendas de antibióticos veterinários em queda desde 2011

União Europeia: vendas de antibióticos veterinários em queda desde 2011

As vendas de antimicrobianos veterinários na UE caíram quase um terço desde 2011, de acordo com um estudo publicado esta semana pela Vigilância Europeia do Consumo Antimicrobiano Veterinário (ESVAC). De acordo com o relatório, as vendas deste tipo de fármacos caíram cerca de 32,5% entre 2011 e 2017.

Os países inquiridos no âmbito do estudo indicam que a redução na utilização deste tipo de fármacos se deve a um reforço das campanhas de consciencialização para as consequências de utilização destes medicamentos, a aplicação de algumas restrições à sua utilização e à crescente ameaça da resistência antimicrobiana.

O estudo mostra também que existem diferenças significativas por país em relação às quantidades receitadas, o que poderá ser explicado pelas diferenças nos sistemas de produção animal que ainda existem entre Estados-membros.

Recorde-se que, recentemente, um estudo publicado na revista científica Science revelava que a resistência aos antibióticos em animais de produção continua a crescer em países com rendimentos médios e baixos.

No estudo, os investigadores estimam que a resistência aos antibióticos tenha duplicado nos últimos 20 anos, com as bactérias cada vez mais adaptáveis e resistentes à ação dos antibióticos, e que se possa estender aos humanos, com as bactérias a que somos vulneráveis a deixar de responder aos tratamentos atualmente usados para as combater.

Além disso, em maio, o grupo de trabalho constituído pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um relatório que pedia ação imediata para evitar uma crise mundial de resistência aos antimicrobianos. O Grupo Especial de Coordenação Interinstitucional sobre a Resistência aos Antimicrobianos das Nações Unidas (IACG) defendia que a saúde humana, animal, ambiental e a segurança dos alimentos estão estreitamente relacionados, e pede um foco “coordenado e multissetorial” numa lógica ‘One Health’ (saúde única) para fazer frente a uma crise mundial de resistência aos antibióticos.