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Dificuldade em reconhecer raças perigosas leva donos a contornar a lei

Dificuldade em reconhecer raças perigosas leva donos a contornar a lei

A dificuldade em reconhecer as raças de cães potencialmente perigosos leva a que vários donos não os registem como tal e a não cumprirem os requisitos exigidos por lei.

Para Sara Fragoso, vice-presidente da Associação Portuguesa de Terapia do Comportamento e Bem-Estar Animal (PSIanimal), a legislação “tem evoluído”, mas existe a dificuldade na identificação das raças.“As tipologias e as raças são muito difíceis de definir, o que torna a aplicação da legislação muito complicada”.

Segundo Sara Fragoso, há donos que contornam a lei recorrendo a características dos animais que não estão contempladas na legislação, acabando por não registarem nem respeitarem as exigências de seguro e registo criminal.

 

A lei identificou como animais de raça potencialmente perigosa o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu.

Estes cães “não são naturalmente mais agressivos, mas se não tiverem uma socialização adequada e estiverem num contexto em que as pessoas não sabem comunicar, nem interpretar o que o animal faz” pode-se desencadear um comportamento agressivo, sublinha Sara Fragoso, que insistiu na necessidade de prevenção de ataques.

 
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