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Investigação

Parasitas zoonóticos em cães e gatos em Portugal

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As doenças parasitárias são causadas por artrópodes, helmintas e protozoários, tendo o potencial de causar condições clínicas potencialmente fatais em cães e gatos, além de poderem ainda afetar a população humana pelo seu potencial zoonótico. 1

Entre os métodos e vias de transmissão incluem-se os alimentos (ex. Toxoplasma gondii e Toxocara spp.), água (ex. Giardia duodenalis e Cryptosporidium parvum), contacto direto (ex. Sarcoptes scabiei), via percutânea (ex.: e.g. Ancylostoma spp.), além da transmissão mediada por vetores artrópodes (ex.: Leishmania spp. e Dirofilaria spp.).1

Em Portugal, são reportadas infeções parasitárias por helmintas (Ancylostoma spp., Dipylidium caninum e Toxocara spp.) e protozoários intestinais (G. duodenalis e T. gondii), parasitas transmitidos pela mosca da fruta (Thelazia callipaeda), nematocera transmitidos por insetos (Dirofilaria immitis, Dirofilaria repens, Leishmania infantum, Onchocerca lupi) e agentes transmitidos por carraças (e.g. Rickettsia conorii) de preocupação zoonótica em cães e/ou gatos domésticos e/ou vadios. Também a nível nacional têm sido reportados casos de criptosporidiose, giardíase, leishmaniose, febre escaro-nodular (i.e., febre da carraça), toxocarose e toxoplasmose.1

Fatores de risco

A negligência, quer relativamente aos cuidados de higiene, quer relativamente à realização das desparasitações, bem como a inexistência de condições adequadas para a coexistência de humanos e animais, constituem fatores de risco. Adicionalmente, a utilização de alimentos crus na alimentação animal e humana constitui um fator de risco importante. É ainda relevante acrescentar a idade, o facto de deixar crianças brincar em caixas de areia, meio rurais, baixas condições socioeconómicas, desnutrição, número de animais e frequência de contacto com os mesmos, acesso não controlado a roedores, e animais de companhia que circulem ao ar livre. Os indivíduos imunodeprimidos ou imunossuprimidos, as crianças e as grávidas/mulheres em idade fértil representam também um grupo de elevado risco, mas a definição dos fatores de risco dependerá obviamente da zoonose a considerar e do contexto.2 A título de exemplo, enquanto na maioria das comunidades rurais e urbanas, com recursos limitados, as crianças são consideradas o maior grupo de risco, nas quintas os adultos e crianças são igualmente suscetíveis a infeções transmitidas por contacto com o solo. Considerando um contexto ocupacional, em agricultores, veterinários, funcionários de matadouros e caçadores, é encontrada uma seroprevalência muito elevada de Toxocara canis.3 O grau de escolaridade dos tutores é outro fator importante a considerar, uma vez que um baixo grau tem sido considerado um fator de risco para a ocorrência de parasitoses gastrointestinais zoonóticas (ex.: Ancylostoma spp., Cryptosporidium spp., G. duodenalisT. gondii e Toxocara spp.) em cães e gatos.1

Nos contextos urbanos, a não remoção regular de fezes de animais das ruas representa um fator importante de poluição. Adicionalmente, o tráfego automobilístico e o vento podem contribuir para a disseminação de patogénios viáveis presentes nas fezes, contaminando alimentos, tornando-os numa possível fonte de infeção. Os ovos dos parasitas podem também ser transportados para o interior das habitações se aderidos ao calçado ou às patas dos animais. Também os artrópodes e outros fatores ambientais podem desempenhar um papel importante neste contexto.3

Prevalência de parasitas em cães e gatos

Em Évora, num total de 126 cães e 22 gatos de clínicas veterinárias e abrigos, a Giardia foi o parasita mais frequentemente encontrado (23%), tendo sido também detetado nas amostras Ancylostoma spp., Isospora spp., Toxocara, Trichuris spp., Toxascaris e Toxoplasma.4

Em cães, diferentes estudos identificam que os parasitas mais prevalentes são os Ancylostomatidae ou Ancylostoma caninumToxocara spp. ou Toxocara canisIsospora canisGiardia spp. e Cryptosporidium spp, devendo-se essas discrepâncias às diferentes metodologias utilizadas.3

Foi realizado um estudo acerca de parasitoses zoonóticas intestinais em fezes de cães num município rural, nomeadamente em Ponte de Lima.3 Os parasitas mais frequentemente encontrados neste estudo correspondiam aos Ancylostomatidae, seguido do Trichuris spp.Toxocara spp.Isospora spp.Dipylidium caninum, parasitas da família Taeniidae e Toxascaris leonina. A prevalência de amostras positivas para parasitas foi menor nas amostras de cães de quinta (57.44%), seguindo-se as amostras fecais encontradas no ambiente (59.80) e, por fim, as amostras de cães de caça (81.19%). Numa descrição não exaustiva, nas amostras encontradas no ambiente, os parasitas mais frequentes correspondiam a Ancylostomatidae (44.59%), seguindo-se Trichuris spp. (34.46%) e Toxocara spp. (7.43%); nas amostras de cães de quinta, as percentagens não foram muito distintas, traduzindo-se maioritariamente em Trichuris spp. (32.82%), seguido de Ancylostomatidae (31.28%) e Toxocara spp.(11.28%); em relação às amostras de cães de caça, observa-se alguma discrepância nesta distribuição, enumerando-se primeiro os Ancylostomatidae (70.30%), seguindo-se Trichuris spp.( 49.50%) e Toxocara spp.(10.89%).3 No contexto local deste estudo, existe a prática de manter os cães de caça em canis, o que pode facilitar a contaminação e contribuir para esta maior prevalência de amostras positivas em cães de caça. Apesar de a maioria ter uma infeção única, uma parte substancial destes animais apresentava concomitantemente mais do que um parasita, maioritariamente mais uma vez nos cães de caça, observando-se com alguma frequência associações parasitárias. Um exemplo será a associação Ancylostomatidae + Trichuris spp., observada maioritariamente nos cães de caça (34.65%), seguindo-se as amostras ambientais (17.91%) e os cães de quinta (10.77%), associação esta que curiosamente também se verifica nas parasitoses humanas.3 O Trichuris spp foi o parasita mais prevalente em cães de caça, embora outros estudos reportem menores prevalências. Os ovos podem permanecer viáveis e infeciosos no ambiente durante anos, conduzindo a elevadas taxas de infeção em cães. Os humanos podem ser infetados por Trichuris vulpis, tendo sido reportados alguns casos.3 Já os ovos de Toxocara foram mais comumente encontrados em cães de quinta. Existe uma associação entre as matanças domésticas de porcos e pequenos ruminantes e as infeções por Toxocara, sendo uma prática dominante por tutores de cães em Ponte de Lima. A infeção humana é causada por contacto direto com o solo contaminado com o pelo do cão. Pode ainda ocorrer larva migrans visceral, larva migrans ocular e doenças graves que afetam o sistema nervoso central e/ou o olho.3

Em Guimarães, a prevalência de helmintas gastrointestinais em cães vadios foi de 57.2%, tendo sido identificados de forma concordante com outras observações, o Ancylostoma caninum (33%), Toxocara canis (29%), Dipylidium caninum (6%), Capillaria spp. (3%) e Trichuris vulpis (1.66%).5

O Dipylidium caninum tem sido considerado o cestoda mais frequente em cães. Os sintomas geralmente estão ausentes, embora possa ocorrer desconforto abdominal, diarreia e prurido. Os humanos podem ser infetados e geralmente as crianças de menor idade são as mais frequentemente afetadas.3 Em Portugal, a posse de gado é um fator de risco significativo para a presença de Taenia spp. em cães, embora esta também possa ser prevalente em cães de caça. O pelo das raposas pode estar contaminado com ovos de Taeniidae, pelo que humanos e cães podem ser diretamente expostos a estes ovos com elevado potencial infecioso.3

São comparativamente menos abundantes os estudos em cães e gatos relativamente a parasitas não intestinais. A título de exemplo, é interessante mencionar um estudo no qual foram analisadas amostras de sangue de cães de abrigo nas regiões de Coimbra, Santarém e Setúbal durante um período de três anos, com o objetivo de determinar a prevalência de dirofilariose canina. De um total de 696 amostras, 105 foram positivas para D. immitis (15.1%), 40 dos quais eram antigénio negativo, mas positivos para microfilaria de D. immitis. A maior prevalência de infeção por D. immitis foi observada em Setúbal (24.8%), seguindo-se Coimbra (13.8%) e Santarém (13.2%).6

Relativamente aos gatos, as populações de gatos vadios têm um papel importante na transmissão de variados agentes patogénicos devido ao seu contacto com gatos domésticos e humanos. Entre os agentes zoonóticos transmitidos por gatos, o Toxoplasma gondii e o Toxocara cati estão entre os parasitas gastrointestinais felinos mais importantes. Nos países do sul da Europa, o gato tem sido identificado como reservatório para Leishmania infantum. Adicionalmente, os gatos podem ainda transportar fungos dermatófitos, maioritariamente Microsporum canis.7

A partir de amostras fecais de gatos obtidas a partir de domicílios, hospitais/clínicas veterinárias e abrigos ao nível das regiões Norte e Centro de Portugal, observou-se que 29.7% dos animais tinham formas parasíticas. O parasita mais frequente nestas amostras positivas foi o Toxocara cati (20.2%), seguido do Cystoisospora felis (6.6%), ancilostomídeos (4.9%) e Capillaria spp. (0.5%).8 Considerando amostras biológicas de gatos vadios capturados na Área Metropolitana de Lisboa, foram detetados anticorpos anti-Toxoplasma gondii (24.2%), anti-Leishmania infantum (0.6%), parasitas intestinais, nomeadamente Toxocara catiIsospora felisAncylostoma tubaeformeDipylidium caninumUncinaria stenocephalaToxascaris leonina, e Otodectes cynotis (2.2%), fungos dermatófitos (29.4%), anticorpos para o vírus da imunodeficiência felina (10.2%), antigénio do vírus da leucemia felina (7.1%) e RNA de coronavírus felino (7.1%).7

Num outro estudo realizado em 12 países da Europa, incluindo Portugal, de um total de 1990 amostras de fezes de gatos domésticos, 30.8% foram positivas para pelo menos um parasita, sendo 10.6% infetados por nematodes pulmonares. A prevalência de infeção por nematodes pulmonares foi superior na Bulgária (35.8%), e a mais baixa na Suíça (0.8%), tendo Portugal uma prevalência de 1.7% e não tendo sido detetadas infeções no Reino Unido ou Áustria. As espécies mais frequentemente detetadas foram a Aelurostrongylus abstrusus (78.1%), a Troglostrongylus brevior (19.5%), Eucoleus aerophilus (14.8%) e Oslerus rostratus (3.8%). Como fatores de risco para infeção por nematodes pulmonares em gatos, foram identificados a idade e a presença de outras infeções.9

Tutores: Atitudes e comportamentos

De um total de 536 questionários preenchidos a partir das regiões Norte, Centro, Alentejo, Lisboa e Algarve, 295 (56.5%) dos respondentes já terão ouvido falar de zoonose, mas só 184 (35.2%) conhecia o seu significado. Este sentido de alerta foi comparativamente superior ao identificado num outro estudo em São Paulo, Brasil (29.9%), mas inferior ao observado em tutores no norte de Itália (49.2%), ou mesmo num hospital de referência para animais de pequeno porte em Lisboa (75.0%). As doenças parasitárias de animais de companhia mais frequentemente identificadas foram a febre da carraça, escabiose, leishmaniose e ascaridíase. O número de tutores que reconheciam as diferentes parasitoses eram mais elevados entre aqueles com um nível de educação considerado intermédio (do 9º ao 12º anos de escolaridade) ou elevado (i.e., licenciatura, mestrado, doutoramento).1

Em cães, o fármaco endoparasitário mais frequentemente utilizado inclui uma associação de febantel-pirantel-praziquantel (23.5%), enquanto o ectoparasiticida consiste na associação imidacloprida-permetrina (33.4%). Em gatos, o fármaco endoparasitário mais frequente inclui milbemicina-praziquantel (34.5%), e o ectoparasitário, imidacloprida (26.3 %) e fipronil (25.4%).1 O esquema terapêutico mais utilizado no combate a parasitas internos e externos em cães e gatos consistia numa administração de três em três meses, sendo a principal razão um propósito profilático.1

A diferença entre o número de tutores que identificou dirofilariose, toxoplasmose, hidatidose e giardíase pode também estar relacionado com a região geográfica e género: a dirofilariose canina é mais frequente nas regiões Centro e Sul, a maioria dos casos reportados de hidatidose humana são notificadas a partir do Alentejo, a giardíase tem sido reportada em crianças em Lisboa e a toxoplasmose é geralmente associada à gravidez ou mulheres em idade fértil. Menos de 15% dos inquiridos identificaram a ancilostomose, criptosporidiose, dipilidiose, oncocercose e telaziose como doenças parasitárias de cães e gatos, o que pode estar relacionado com a dificuldade em observar os primeiros dois parasitas referidos nas fezes dos animais e com o facto de os últimos dois nematodes terem sido detetados em Portugal há relativamente pouco tempo.1

De acordo com o European Scientific Counsel Companion Animal Parasites (ESCCAP), e dependendo dos contextos, a frequência de tratamento contra endoparasitas deve ser de pelo menos quatro vezes por ano, em intervalos que não excedam os três meses, ou preferencialmente mensal, enquanto o tratamento para ectoparasitas deve ser realizado com uma frequência mensal. Neste estudo, 67.7% dos tutores de cães e 71.1% dos tutores de gatos tratavam os seus animais de companhia contra endoparasitas em intervalos de quatro meses, três meses ou mensalmente, sendo que apenas 6.4% dos tutores de cães e 2% dos tutores de gatos realizavam desparasitação interna mensal. Adicionalmente, apenas 26% e 28.8% dos tutores de cães e gatos, respetivamente, tratavam os seus animais contra ectoparasitas. 1

Desafios e Oportunidades

Em Portugal há um número crescente de animais vadios em áreas urbanas e rurais, o que pode representar um fator de risco substancial para a Saúde Pública do ponto de vista epidemiológico devido à forte contaminação ambiental de fezes de animais vadios sem qualquer programa de desparasitação e uma elevada probabilidade destas transportarem parasitas e outros patogénios, facilmente transmitidos para os humanos.5

A estratégia “One Health” existe num âmbito internacional cujo propósito é a expansão das comunicações interdisciplinares, ligando humanos, animais e saúde ambiental. O parasitismo em animais de companhia afeta diretamente a comunidade de saúde através de contacto direto ou ambiental, sendo, portanto, crítico o controlo de parasitas internos e externos para evitar a transmissão destas zoonoses.5

Os défices de informação promovem o uso inadequado da desparasitação, o que, consequentemente, aumenta as resistências e a ineficiência na eliminação da carga parasitária.5 A título de exemplo, sabe-se que o contacto com o solo, a higiene do ambiente, a doença, o nível de educação dos tutores e os cuidados veterinários estão associados à ocorrência de infeções parasitárias em cães. Ademais, como já referido, nos cães de caça, o risco de parasitismo e de ocorrência de múltiplas infeções é elevado, sublinhando-se a necessidade de educação em saúde relativamente aos caçadores e às suas famílias, uma vez que os canídeos inseridos no contexto da caça têm um impacto importante ao nível da contaminação ambiental e doença humana.3

É tão necessária como vantajosa uma maior proximidade entre os médicos veterinários e profissionais de saúde pública. Pauta-se de extrema importância uma comunicação eficaz entre médicos veterinários, médicos e tutores de animais ou doentes humanos. Por fim, a alteração do comportamento humano é essencial para o sucesso e controlo destas zoonoses, devendo ser fortemente encorajada a educação em saúde para aumentar o alerta da população geral para esta problemática.3

Referências Bibliográficas
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  7. Duarte A, Castro I, Pereira da Fonseca IM, Almeida V, Madeira de Carvalho LM, Meireles J, Fazendeiro MI, Tavares L, Vaz Y. Survey of infectious and parasitic diseases in stray cats at the Lisbon Metropolitan Area, Portugal. J Feline Med Surg SAGE PublicationsSage UK: London, England; 2010;12:441–446.
  8. Nunes FC, Barbosa C, Cabeças R, Letra T. High prevalence of potentially zoonotic Toxocara cati in cats from the north and centre of Portugal. 2018;2018.
  9. Giannelli A, Capelli G, Joachim A, Hinney B, Losson B, Kirkova Z, René-Martellet M, Papadopoulos E, Farkas R, Napoli E, Brianti E, Tamponi C, Varcasia A, Margarida Alho A, Madeira de Carvalho L, Cardoso L, Maia C, Mircean V, Mihalca AD, Miró G, Schnyder M, Cantacessi C, Colella V, Cavalera MA, Latrofa MS, Annoscia G, Knaus M, Halos L, Beugnet F, Otranto D. Lungworms and gastrointestinal parasites of domestic cats: a European perspective. Int J Parasitol Elsevier Ltd; 2017;47:517–528.

*Artigo publicado originalmente na edição n.º 150 da revista VETERINÁRIA ATUAL, de junho de 2021.

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