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WOAH pede reforço da vigilância e vacinação face à evolução da febre aftosa

OMSA pede reforço da vigilância e vacinação face à evolução da febre aftosa iStock

A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) alertou para a evolução da febre aftosa como uma ameaça crescente à sanidade animal, segurança alimentar e comércio internacional, destacando a necessidade de reforço da vigilância e da resposta global.

Segundo um posicionamento da organização, o vírus tem-se expandido para além da sua área tradicional em África, provocando surtos em países anteriormente livres da doença, incluindo regiões da África Austral, Ásia, Europa e Médio Oriente.

 

“O carácter dinâmico desta situação epidemiológica põe em evidência a necessidade de uma vigilância mundial constante e de medidas adaptadas”, refere a WOAH.

A organização sublinha que a notificação transparente e atempada dos surtos é essencial para uma resposta eficaz.

 

“A notificação precoce através dos sistemas da WOAH  permite uma rápida avaliação de riscos e respostas coordenadas, reforça a confiança entre os parceiros comerciais e permite a mobilização oportuna de apoio técnico”, acrescenta.

Neste contexto, a WOAH  recomenda aos seus membros o reforço dos sistemas de alerta precoce e vigilância, bem como a atualização das avaliações de risco a nível nacional e regional, tendo em conta a evolução da distribuição do vírus, os movimentos de animais e as rotas comerciais.

 

Entre as medidas propostas estão ainda o aumento da capacidade de diagnóstico, a caracterização genética regular do vírus nas zonas afetadas e a revisão das estratégias de vacinação, de forma a garantir a eficácia face às estirpes em circulação.

A organização destaca também a importância da preparação e planeamento de contingência, incluindo exercícios de simulação e cooperação com autoridades nacionais e redes regionais.

 

A OMSA reforça que “manter a vigilância e a transparência é uma responsabilidade partilhada, fundamental para reduzir o impacto da febre aftosa e proteger a sanidade animal, os meios de subsistência e a segurança alimentar em todo o mundo”.

A vacinação surge como uma ferramenta central no controlo da doença. Neste âmbito, foram realizados envios de vacinas para regiões afetadas, incluindo um fornecimento de 1,5 milhões de doses para a África do Sul, que se soma a um milhão de vacinas já enviado anteriormente, no âmbito de um plano nacional com horizonte de dez anos para conter e erradicar a doença.

O reforço da vacinação é apontado pela organização como complementar às medidas de vigilância e notificação precoce, integrando uma abordagem baseada na resposta rápida e na utilização de ferramentas de controlo ajustadas à evolução epidemiológica.

 

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