A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), do Ministério para a Transição Ecológica de Espanha, confirmou que o verão de 2025 foi o mais quente desde que há registos, levando os especialistas a alertar que o aumento das temperaturas intensifica o risco de doenças de origem animal e alimentar.
De acordo com o Aemet, a temperatura média ficou 2,1 °C acima do normal (1991-2020), superando em uma décima o recorde anterior de 2022.
Já as precipitações ficaram abaixo do habitual, com especial incidência no noroeste peninsular, onde a seca coincidiu com grandes incêndios florestais. A previsão para o outono aponta para temperaturas acima do normal em todo o país, sem tendência clara para chuvas.
A Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição (Aesan) lembrou que o aquecimento global favorece a transmissão de zoonoses alimentares, aumenta a vulnerabilidade dos animais e a libertação de patógenos. O Governo espanhol incorporou este risco na Estratégia de Saúde Global 2025-2030, que adota o conceito One Health para ligar saúde humana, animal e ambiental.
As entidades espanholas sublinham que as altas temperaturas prolongam também a atividade de vetores de doenças, como mosquitos, aumentando a probabilidade de infeções como a leishmaniose ou o vírus da língua azul, que afeta o setor pecuário.

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