Uma nova investigação do Royal Veterinary College (RVC) revelou que, apesar dos benefícios, mais de um terço das famílias consideram que ter um cachorro é mais difícil do que imaginavam.
O estudo, que envolveu 382 adultos e 216 crianças no Reino Unido, destacou desafios como o comportamento dos cachorros e a distribuição desigual de responsabilidades entre os membros da família.
A maioria dos problemas relatados envolvem comportamentos como morder e saltar, que criam tensões nas relações familiares. Além disso, 37,3% dos tutores, especialmente os de primeira viagem, acharam que as interações entre o cachorro e as crianças eram mais difíceis do que previam.
O estudo também destacou que as mães frequentemente assumem a maior parte da responsabilidade pelo cuidado do cachorro, resultando em sobrecarga mental. Já 21,1% dos tutores relataram que os seus filhos não ajudaram tanto quanto o esperado, o que causou também frustração no seio familiar. Em alguns casos, isso levou famílias a considerar realojar o cachorro devido a problemas de comportamento.
Os investigadores esperam que os resultados ajudem a criar guias para tutores de cachorros, com dicas sobre como lidar com as interações entre crianças e cães, dividir responsabilidades e prepararem-se para os desafios dos cães bebe.
“O nosso estudo mostra que as crianças pequenas frequentemente interagem com cães de maneiras que podem aumentar o risco de mordidas, como abraçá-los ou acariciá-los. As crianças são especialmente propensas a aproximar-se dos seus cães à procura de conforto quando se sentem chateadas, entediadas ou solitárias, o que pode levar a um contacto muito próximo, algo que alguns cães consideram stressante. Nesses momentos, os cães podem reagir defensivamente, às vezes mordendo ou tentando morder para escapar da situação”, explicou Rowena Packer, professora sénior de comportamento e bem-estar de animais de companhia no RVC e autora principal do estudo.
E continua: “incentivamos os pais e tutores a aprenderem sobre interações seguras entre cães e crianças, juntamente com os seus filhos, a estabelecerem limites claros e a monitorizarem de perto as suas interações com os cães para proteger tanto as crianças como os animais de companhia”.

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