O Pharaoh Hound foi identificado como uma das poucas raças com resistência natural à Leishmaniose canina, uma doença comum nos países mediterrânicos causada pelo parasita Leishmania infantum. A descoberta foi feita por investigadores da Universidade CEU Cardenal Herrera (Espanha) e por veterinários italianos.
Segundo os investigadores, “estes resultados mostram que o Cirneco Dell’Etna e o Pharaoh Hound, raças próximas do Podengo Ibicenco, podem ter características naturais que os ajudam a resistir à Leishmania”.
O estudo comparou 42 cães saudáveis de diferentes raças – Cirneco Dell’Etna, Pharaoh Hound, Boxer e cães de raça cruzada – que viviam em Sicília (Itália), Malta e Valência (Espanha).
As análises mostraram que o Pharaoh Hound e o Cirneco Dell’Etna têm respostas imunitárias mais fortes e equilibradas, com menos inflamação e maior capacidade de controlar o parasita. Os investigadores não encontraram diferenças relevantes quanto a sexo ou idade, mas identificaram variações claras entre raças.
Os cientistas concluíram que estas raças mediterrânicas podem possuir mecanismos naturais de defesa contra a doença, o que ajuda a explicar por que raramente adoecem.
Além disso, os responsáveis pelo estudo avançaram ainda que, “não foram encontradas mutações associadas a doenças hereditárias, algo praticamente inédito em raças modernas”.
Esta descoberta reforça a ideia de que o Pharaoh Hound manteve uma linhagem pura ao longo dos séculos, com pouca intervenção humana, sublinharam os cientistas.
Os investigadores frisam também que, com esta descoberta, o Pharaoh Hound junta à sua elegância e antiguidade histórica uma vantagem única: resistência comprovada à Leishmaniose, uma das doenças mais difíceis de eliminar na região mediterrânea.

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