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Estudo identifica novos marcadores para diagnóstico precoce de osteoartrose em cães

Estudo identifica novos marcadores para diagnóstico precoce de osteoartrose em cães iStock

Uma nova investigação do Royal Veterinary College (RVC) identificou novos marcadores para o diagnóstico precoce da osteoartrose em cães, através da caracterização tridimensional do osso.

A abordagem permitiu obter novos dados sobre as alterações iniciais da doença, abrindo perspetivas para uma deteção mais precoce tanto em medicina veterinária como humana.

 

No estudo, a equipa do RVC recorreu a microtomografia computorizada de ultra-alta resolução para caracterizar, em três dimensões, a cabeça femoral — estrutura esférica da articulação da anca, tendo sido analisados tecidos de cães submetidos a cirurgia de substituição total da anca.

Ao contrário de estudos anteriores, que se focavam em pequenas amostras, esta abordagem permitiu avaliar toda a estrutura óssea, revelando que diferentes áreas da cabeça femoral respondem de forma distinta e simultânea à progressão da doença.

 

Os resultados mostram que, nas fases iniciais da osteoartrose, as regiões internas do osso apresentam alterações previsíveis na sua estrutura, o que pode permitir a identificação precoce da patologia. À medida que a doença evolui, a camada óssea imediatamente abaixo da superfície articular torna-se progressivamente mais porosa, acompanhando o aumento da gravidade da condição e permitindo distinguir entre estádios ligeiros e avançados.

De acordo com dados do programa VetCompass do RVC, algumas raças, como Golden Retriever, Labrador Retriever, Rottweiler e Pastor Alemão, apresentam maior suscetibilidade à doença. Atualmente, as opções terapêuticas concentram-se sobretudo no controlo da dor ou em intervenções cirúrgicas, como a substituição articular.

 

A investigação, publicada na revista científica Osteoarthritis and Cartilage, reforça a relevância de abordagens integradas no âmbito de “Uma Só Saúde”, ao evidenciar o potencial de aplicação dos resultados em humanos e animais.

Como próximos passos, os investigadores pretendem correlacionar estas alterações estruturais com exames clínicos, com o objetivo de desenvolver métodos não invasivos que permitam avaliar a saúde articular em fases mais precoces da doença.

 

 

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