Um estudo da Universidade do País Basco concluiu que, em Espanha, os tutores de cães desenvolvem laços emocionais mais fortes com os seus animais de companhia do que os tutores de gatos.
A investigação analisou fatores como o apoio social, a solidão e o bem-estar mental como os que mais influenciam o apego aos animais, destacando diferenças marcadas entre espécies.
A investigação envolveu 298 participantes, dos quais 63,4% eram tutores de cães e 36,5% de gatos, tendo os dados sido recolhidos através de inquéritos.
O estudo revelou que os espanhóis tendem a sentir-se mais emocionalmente ligados aos cães, especialmente em contextos de menor apoio social. Nestes casos, os cães surgem frequentemente como substitutos da companhia humana, oferecendo conforto e ligação afetiva a pessoas que vivem em situações de maior vulnerabilidade social.
Em contrapartida, essa associação não foi observada entre os tutores de gatos, o que sugere que os felinos desempenham um papel diferente na relação com os seus tutore e, possivelmente, menos centrado na função de apoio emocional direto, realçam os cientistas.
Para além das diferenças entre espécies, o estudo identificou também que a idade e o género dos tutores influenciam o nível de apego aos animais. No entanto, as variáveis psicossociais (como o bem-estar mental e a solidão) não demonstraram impacto direto nas pontuações gerais de apego.
Neste sentido, os autores do estudo sublinharam que o vínculo entre humanos e cães parece ser mais intenso e multifacetado, especialmente quando os tutores enfrentam desafios sociais.
Os investigadores sublinharam ainda que estes resultados reforçam o papel que os cães desempenham no bem-estar emocional dos seus tutores, destacando-se como companheiros particularmente próximos em momentos de maior necessidade.

iStock
