A British Veterinary Association (BVA) alertou para a necessidade de reduzir e minimizar experiências negativas em animais envolvidos em desporto de alto rendimento, no âmbito de um novo documento publicado após dois anos de revisão.
O documento defende que a utilização de animais para benefício humano pode ser eticamente aceitável, desde que seja assegurado o seu bem-estar, mas reconhece que nem todos os animais envolvidos em atividades desportivas têm uma experiência positiva ao longo da vida.
A associação recomenda que “todas as modalidades que envolvem animais devem trabalhar continuamente para garantir e promover experiências positivas e eliminar ou minimizar quaisquer experiências negativas”, de forma a assegurar, no mínimo, “uma vida que valha a pena ser vivida e, preferencialmente, uma boa vida”.
Entre as 10 recomendações apresentadas, destaca-se a criação de um sistema de rastreabilidade ao longo da vida dos animais, o acesso dos médicos veterinários a essa informação e o seu envolvimento na gestão e regulação das atividades desportivas.
O documento sublinha ainda a necessidade de todos os intervenientes reconhecerem um “dever de cuidado ao longo da vida” para os animais criados para desporto, independentemente de virem ou não a competir, e de priorizarem a saúde e o bem-estar nas decisões individuais.
A BVA indica que o objetivo é apoiar clínicos, stakeholders e o público na identificação de boas práticas e de áreas onde são necessárias melhorias.
Sem referir modalidades específicas, o documento utiliza o conceito de desporto de alto rendimento para abranger “atividades organizadas, estruturadas, reguladas e competitivas que envolvem animais”.
A associação apela também aos organismos reguladores para que definam e apliquem padrões de bem-estar “claros, transparentes, baseados em evidência e adequadamente financiados”.

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