O “Plano de Ação para a Conservação do Lince Ibérico (Lynx pardinus) em Portugal 2026–2030” prevê a criação de uma nova área de reintrodução da espécie na Reserva Natural da Serra da Malcata, no concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco.
De acordo com o comunicado de imprensa, a medida integra a estratégia ibérica de conservação do lince-ibérico, que estabelece como meta a criação de oito novos núcleos populacionais até 2030.
A apresentação do plano decorreu a 2 de maio, durante a 42.ª Ovibeja, em Beja, pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O plano assenta em 10 eixos estratégicos, incluindo proteção legal e administrativa da espécie, monitorização, recuperação do habitat, gestão genética, conectividade entre populações, reintrodução de animais e criação em cativeiro.
Entre as medidas previstas estão a criação de áreas cercadas para reintrodução progressiva em meio natural, reforço da sinalização rodoviária e utilização de tecnologias com inteligência artificial para alertar condutores para a presença de animais nas estradas.
“Vai ser uma zona cercada, mas grande, porque o projeto é para que o lince esteja no meio [ambiente] e não em cativeiro”, afirmou Maria da Graça Carvalho durante a apresentação do plano.
Segundo os dados divulgados, registaram-se 67 mortes por atropelamento nos últimos 10 anos, até novembro de 2025, mantendo-se esta como a principal causa de mortalidade da espécie.
O documento reconhece também a pressão exercida sobre o lince-ibérico por conflitos com atividades humanas, incluindo ataques a galinheiros.
O programa de recuperação da espécie iniciou-se com reprodução em cativeiro, tendo os primeiros exemplares sido libertados na natureza em 2011. Em Portugal, a coordenação do projeto é assegurada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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