Animais de companhia

Setor da alimentação de animais de companhia faturou 21 mil milhões de euros na Europa no ano passado

Dados revelam ainda que existem em Portugal 2,05 milhões de cães, 1,5 milhão de gatos e 1,015 milhão de outros animais, entre répteis, aves ornamentais, peixes de aquário e pequenos mamíferos.

O mercado europeu de alimentação para pets faturou 21 mil milhões de euros em 2019, segundo dados da Federação Europeia da Indústria de Alimentação de Animais de Companhia (Fediaf), que representa o setor na Europa. Os dados revelam um crescimento anual médio de 2,6% (com base nos valores dos últimos três anos) e vendas anuais de 8,5 milhões de toneladas de ração no Velho Continente.

Segundo os dados da Fediaf, 38% dos lares europeus têm pelo menos um animal de estimação e o setor dos serviços e produtos para pets foi avaliado em 19,7 mil milhões de euros. Só o setor da alimentação de animais de estimação emprega ainda 100 mil pessoas na Europa de forma direta e 900 mil de forma indireta.

No relatório da Federação, Portugal aparece ainda com 2,05 milhões de cães e 1,5 milhão de gatos. Existem ainda 650 mil aves ornamentais, 110 mil peixes de aquário e 215 mil pequenos mamíferos. A população nacional mais pequena de animais de estimação é a de répteis, com apenas 40 mil exemplares.

Em comunicado publicado no site da Fediaf, Thomas Meyer, secretário-geral da Federação, salientou o papel positivo dos animais de companhia revelado pelo estudo, sublinhando a sua importância durante a pandemia de covid-19: “Nos últimos meses, enfrentámos desafios sem precedentes na nossa saúde física e mental. Durante estes tempos difíceis, 85 milhões de lares europeus / 195,5 milhões de pessoas ficaram gratas pelo amor que os seus animais de estimação lhes concederam.”

Comentando os dados da Fediaf, o consultor Joeri van der Bergh, da empresa InSites Consulting, acrescentou ainda que o termo “animal de estimação” tem vindo a ser substituído por “companheiro” nos últimos anos, o que revela o maior  valor dado pelos detentores aos seus animais.

“Mais do que isso, é claro que os detentores não têm qualquer intenção de cortar nos gastos com os seus companheiros. Foi interessante ler que além da enorme faturação de 21 mil milhões de euros em pet food, 8,7 mil milhões são gastos em acessórios e 11 mil milhões em serviços. A nossa mais recente pesquisa na InSite mostra que nos preocupamos com eles como se fossem membros da família”, notou o consultor.