A Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC), em Espanha, divulgou os resultados de um estudo que averiguou o uso de doses controladas de LSD para tratar a ansiedade em cães, um distúrbio que afeta entre 14% a 20% destes animais.
O estudo foi realizado com uma cadela, chamada Lola, sem raça definida, de 13 anos e 13 kg, que sofria de forte ansiedade. A Lola recebeu uma dose baixa de LSD para avaliar o seu efeito nos níveis de ansiedade.
A cadela foi monitorizada durante cinco horas e meia, período durante o qual os investigadores observaram uma redução significativa nos seus níveis de ansiedade, sem efeitos colaterais adversos.
De acordo com os cientistas, os resultados do estudo são promissores, pois a cadela não apresentou sinais de ter tido uma experiência psicadélica e a sua ansiedade foi consideravelmente reduzida após as primeiras duas horas do teste.
Os investigadores sublinharam também que, embora as conclusões iniciais sejam otimistas, este é apenas um primeiro passo numa nova direção e que serão necessários mais estudos para confirmar a segurança e eficácia a longo prazo do tratamento.
A investigação, realizada em colaboração com diversas instituições, “abre portas a futuras investigações sobre a aplicação de substâncias psicadélicas na área veterinária, marcando o início da exploração de novas terapias para o bem-estar animal”, frisam os investigadores.
A análise foi publicada na revista especializada Veterinary Research Communication e, segundo os investigadores, se estudos futuros continuarem a mostrar resultados positivos, o LSD pode vir a tornar-se numa ferramenta valiosa para o tratamento de cães com problemas comportamentais relacionados com, por exemplo, separação ou ansiedade, melhorando assim a sua qualidade de vida.

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