Um inquérito conduzido pela American Animal Hospital Association (AAHA) e pela Gallant concluiu que 95% dos profissionais de medicina veterinária acreditam que a terapia com células estaminais se tornará uma nova opção de tratamento padrão nos próximos 10 anos.
A AAHA e a Gallant, empresa de biotecnologia na área da saúde animal, divulgaram recentemente os resultados do estudo “Medicina Regenerativa na Prática Veterinária: Perceções, Experiência e Perspetivas”, com o objetivo de avaliar a visão do setor sobre a gestão das doenças inflamatórias e o papel que a medicina regenerativa poderá desempenhar nas clínicas.
Segundo a Gallant, o inquérito revelou um “forte consenso” entre os profissionais veterinários, com quase 90% dos inquiridos a concordarem que as terapias atuais gerem sobretudo os sintomas, e não a causa de base, e 95% a afirmarem que a terapia com células estaminais passará a integrar o leque de cuidados disponíveis na próxima década.
De acordo com a análise, quase 93% referiram que administrariam terapias regenerativas na sua clínica se estas estivessem disponíveis e prontas a utilizar, assim como se fossem administradas através de um protocolo intravenoso simples.
O estudo recolheu perspetivas de 1095 profissionais dedicados a animais de companhia em todo o território dos Estados Unidos da América (EUA), sendo que quase metade indicou já ter clientes a perguntar sobre medicina regenerativa e terapia com células estaminais.
Com base nestes resultados, a empresa considerou que a profissão veterinária está a preparar-se para integrar estas soluções, procurando opções padronizadas, prontas a utilizar e acessíveis na prática clínica quotidiana, apoiadas por protocolos clínicos claros e formação contínua para orientar a tomada de decisão.
“Estes resultados refletem aquilo que ouvimos todos os dias dos médicos veterinários”, afirmou Linda Black, DVM, PhD, diretora-executiva da Gallant. E continua: “os profissionais querem mais ferramentas para ajudar os animais de companhia que vivem com doenças inflamatórias e estão à procura de alargar o leque de cuidados com opções que possam atuar sobre a doença de uma forma mais profunda”.
Entre os principais resultados do inquérito, destacam-se vários indicadores que apontam para uma abertura crescente à medicina regenerativa. Cerca de 43% dos tutores de animais de companhia já perguntam por estas opções terapêuticas.
Além disso, 79% dos inquiridos disseram ser provável virem a utilizar ou recomendar terapia com células estaminais no futuro. Já 87% concordam que os tratamentos atuais para doenças inflamatórias gerem sobretudo os sintomas e não a causa subjacente.
“Há um reconhecimento crescente de que a medicina regenerativa pode oferecer mais do que a simples gestão de sintomas, e os profissionais veterinários querem sentir-se confiantes para discutir estas novas opções”, declarou Rebecca Windsor, DVM, DACVIM (Neurologia), diretora de assuntos veterinários da Gallant.

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