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Médicos Veterinários

‘Feminização’ na medicina veterinária é real, mas desigualdades persistem, alerta a WOAH

‘Feminização’ na medicina veterinária é real, mas desigualdades persistem, alerta a WOAH iStock

A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) destacou, numa análise recente, o fenómeno da ‘feminização’ na medicina veterinária, avançando que as mulheres representam atualmente cerca de metade dos profissionais do setor e quase 80% dos estudantes de medicina veterinária.

Segundo a WOAH, esta predominância tem gerado várias questões sobre a igualdade de género no setor, especialmente em cargos de liderança e funções de campo ainda dominadas pelos homens, nomeadamente trabalho em zonas rurais, áreas de monitorização ambiental ou emergências veterinárias no terreno.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, embora o número de mulheres na profissão tenha aumentado, estas ainda enfrentam desafios significativos, como a escassez de oportunidades em cargos de liderança, desigualdade salarial e a concentração em funções mais administrativas e de apoio, onde o poder de decisão é limitado.

Além disso, a disparidade salarial persiste, especialmente entre as recém-formadas, com as veterinárias a receberem, em média, menos do que os homens.

 

Outro desafio identificado pela WOAH é a diminuição da participação masculina na força de trabalho veterinária, o que tem gerado escassez de profissionais, nomeadamente em áreas rurais.

A cada aumento de 1% de mulheres nas faculdades de veterinária, observa-se uma diminuição de 1,7% no número de homens que se candidatam, o que coloca em risco a sustentabilidade da força de trabalho a longo prazo, enfatizou a organização.

 

A WOAH anunciou que está a desenvolver uma estratégia com foco na igualdade de género para apoiar a construção de uma força de trabalho mais inclusiva, tendo ainda sublinhado a importância de recolher e analisar dados sobre a força de trabalho veterinária para orientar políticas e práticas que promovam a igualdade de oportunidades.

A organização também frisou que, se as barreiras estruturais e culturais não forem abordadas, o efeito combinado da ‘feminização’ e da diminuição da presença masculina poderá ter um efeito contrário ao desejado: enfraquecer a cobertura dos serviços e comprometer a continuidade de funções essenciais na medicina veterinária.

 

 

 

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