Investigação

Gene associado à síndrome do desconforto respiratório agudo encontrado em dálmatas

Um grupo de investigadores descobriu um gene associado à síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS) em cães. De acordo com os investigadores da Universidade de Helsínquia, a descoberta poderá ajudar a entender os mecanismos da doença em humanos.

A descoberta foi feita em cães da raça dálmata o que, segundo os investigadores, pode ajudar a compreender melhor a causa da doença que habitualmente tem um início precoce, levando os animais a sofrer de problemas respiratórios e dificuldades em respirar desde muito cedo, o que pode levar à morte.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores utilizaram material genético que já havia sido recolhido previamente na Universidade de Helsínquia, assim como amostras recolhidas por um bio-banco canino.

De acordo com Hannes Lohi, um dos autores do estudo, “há muitas causas para a síndrome do desconforto respiratório agudo. Nos humanos, a causa subjacente é frequentemente a pneumonia, inflamação ou fibrose pulmonar. Nos dálmatas, a causa é uma doença genética no tecido pulmonar. O nosso estudo indica que a doença resulta de um defeito numa proteína anilina”.

“A anilina tem um papel importante na divisão e crescimento das células. A lesão nos pulmões nos cães afetados parece estar relacionada com uma capacidade anormal de regeneração do epitélio bronquiolar. A descoberta do gene ANLN (Anillin Actin Binding Protein) está em linha com a manifestação da doença”, acrescenta.

Segundo os autores, estes resultados podem ajudar a diagnosticar e a erradicar a doença no futuro, nomeadamente em pacientes humanos. Saiba mais sobre esta investigação aqui.