O estudo foi realizado pelos biólogos Abby Gracia Drake e Michael Coquerelle, que analisaram através de um scanner 3D a morfologia de crânios que até aqui se utilizavam como provas da existência de cães domesticados no Paleolítico.
Depois da análise, os investigadores chegaram à conclusão de que “apesar de ser fácil confundir com os crânios de cães, os crânios que até aqui se pensava pertencerem a esses animais eram na verdade de lobos”, o que indica que os lobos não terão começado a ser domesticados há 30 mil anos atrás, como se pensava.
Para estes investigadores é impossível que já existissem cães no Paleolítico. “A domesticação dos cães decorreu durante o Neolítico, quando os lobos começaram a conviver com humanos”, explicam os cientistas.
Apesar desta descoberta, os investigadores defendem que “não foi nem há 200 anos que se introduziram os standards de raça e que começou a ‘febre’ dos cães a nível social. Assistimos a uma explosão da diversidade dos cães nos últimos dois séculos e só desde então é que os humanos começaram a estar interessados neles.”

