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Animais de Companhia

Reino Unido: Mais de um terço da alimentação crua para cães e gatos com bactérias nocivas

iStock

A Agência de Normas Alimentares do Reino Unido (Food Standards Agency, FSA) alertou para a necessidade de manipular com segurança alimentos crus para animais de companhia, depois de ter detetado bactérias potencialmente perigosas numa parte significativa destes produtos, com risco tanto para cães e gatos como para os tutores.

O organismo divulgou os resultados de uma análise a 380 produtos de alimentação crua para cães e gatos, comprados em lojas e online entre março de 2023 e fevereiro de 2024. As análises laboratoriais foram realizadas pela Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UK Health Security Agency).

 

De acordo com os dados, 35% dos produtos continham bactérias nocivas como Salmonella, Campylobacter e Escherichia coli, capazes de provocar doenças em humanos, e 29% não cumpriam os padrões legais de segurança em vigor no Reino Unido.

A FSA explicou que os alimentos crus para animais, feitos a partir de carne, vísceras e ossos sem serem cozinhados ou processados, têm maior risco de contaminação cruzada porque “podem conter bactérias que normalmente seriam eliminadas durante a cozedura”.

 

A agência acrescentou ainda que algumas destas bactérias podem ser resistentes a antibióticos, o que agrava a preocupação numa perspetiva ‘One Health’.

Para o conselheiro científico-chefe interino da FSA, Rick Mumford, “sabemos que muitos tutores escolhem alimentos crus para os seus animais. Esta análise mostrou que estes produtos podem representar riscos para a saúde humana e animal”.

 

O responsável defendeu também que “boas práticas de higiene e uma manipulação segura podem ajudar a reduzir os riscos para si e para a sua família”, recomendando lavar bem as mãos com água e sabão, limpar superfícies e armazenar e descongelar estes produtos separados dos alimentos destinados ao consumo humano.

As autoridades sanitárias britânicas alertaram que estas bactérias podem passar para as pessoas através da manipulação direta do alimento, do contacto com superfícies contaminadas ou até por via dos próprios animais, que podem atuar como portadores sem sintomas.

 

 

 

 

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