A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) alertou para o risco contínuo de introdução da Peste Suína Africana (PSA) em Portugal, destacando a importância de reforçar as medidas de biossegurança nas explorações e de notificar imediatamente quaisquer suspeitas de doença.
A iniciativa surge num contexto de agravamento da situação epidemiológica na Europa e de casos recentemente confirmados em javalis selvagens em Espanha, o que eleva a probabilidade de entrada do vírus no território nacional.
Para reduzir o risco de entrada da doença em território nacional, é fundamental que todas as explorações reforcem rigorosamente as medidas de biossegurança, nomeadamente:
- Manter um controlo rigoroso dos acessos, garantindo que pessoas, viaturas e equipamentos entram nas explorações devidamente limpos e desinfetados;
- Assegurar a higienização adequada do calçado, vestuário e materiais antes da entrada nas instalações;
- Evitar qualquer contacto entre suínos domésticos e javalis. Os produtores que exerçam atividade cinegética não devem aceder às explorações durante um período mínimo de 72 horas após a caça e apenas depois de cumpridos todos os procedimentos de limpeza e desinfeção do vestuário, calçado e equipamentos utilizados;
- Proibir a alimentação dos suínos com restos de cozinha ou de mesa, uma prática ilegal e associada a um elevado risco sanitário.
A DGAV indicou igualmente um conjunto de medidas preventivas dirigidas aos produtores, nomeadamente:
- Vigiar atentamente os sinais clínicos sugestivos de Peste Suína Africana, nomeadamente febre elevada, apatia, perda de apetite, lesões hemorrágicas, vómitos, diarreia com presença de sangue, abortos ou mortalidade súbita;
- Em caso de suspeita, notificar de imediato o Médico Veterinário ou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) através do sistema online Sistema de Prevenção e Controlo de Doenças nos Animais (SCP);
- Contactar os serviços regionais da DGAV, através das respetivas Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais (DSAVR);
- Sempre que seja detetado ou exista conhecimento da presença de javalis mortos nas proximidades da exploração, comunicar a ocorrência através da APP ANIMAS, contribuindo para a vigilância epidemiológica nacional.
Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, a PSA não é transmissível ao ser humano, mas trata-se de uma doença viral altamente contagiosa, associada a taxas de mortalidade muito elevadas em suínos e a graves impactos económicos nas explorações, no comércio e em todo o setor suinícola.
“A proteção da suinicultura portuguesa depende da prevenção aplicada diariamente em cada exploração”, concluiu a DGAV.

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